Mundo
Nações Unidas. Debate com candidatos à sucessão de Guterres agendado para 23 de julho
Todos os candidatos ao cargo de secretário-geral da ONU foram convidados a participar num debate no plenário da Assembleia-geral a 23 de julho, anunciou hoje fonte das Nações Unidas.
A iniciativa foi organizada pela presidente da Assembleia-geral da ONU, Annalena Baerbock, que enviou na quarta-feira uma carta aos Estados-membros a informar sobre a realização do debate, agendado para a tarde de 23 de julho.
A porta-voz de Annalena Baerbock, La Neice Collins, disse aos jornalistas que o debate vai ser um complemento aos diálogos interativos, que tiveram início em abril e que permitiram a todos os candidatos à sucessão de António Guterres apresentar prioridades e visões para a ONU perante os Estados-membros e organizações da sociedade civil.
São candidatos ao cargo a antiga presidente chilena Michelle Bachelet, o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Rafael Mariano Grossi, a ex-vice-presidente da Costa Rica Rebeca Grynspan, o ex-presidente senegalês Macky Sall, a antiga ministra dos Negócios Estrangeiros do Equador María Espinosa Garcés e a diplomata da Guiana Carolyn Rodrigues Birkett.
A próxima pessoa a chefiar o Secretariado das Nações Unidas vai iniciar o mandato de cinco anos em 1 de janeiro de 2027, sucedendo ao antigo primeiro-ministro português António Guterres.
Em consonância com uma tradição de rotação geográfica, nem sempre observada, a posição de secretário-geral da ONU está a ser reivindicada pela América Latina.
Muitos países também defendem que uma mulher deve ocupar o cargo pela primeira vez nos 80 anos de história da ONU.
Aliás, a Assembleia-geral, assim como líderes mundiais através do Pacto para o Futuro, incentivaram todos os Estados a considerarem a nomeação de candidatas mulheres.
Contudo, a decisão pertence aos 15 membros do Conselho de Segurança da ONU, que devem iniciar o processo de seleção até ao final deste mês.
É apenas por recomendação do Conselho de Segurança que a Assembleia-geral da ONU pode eleger o secretário-geral para um período de cinco anos, renovável por mais um mandato.
Na prática, a decisão geralmente é finalizada entre agosto e outubro.
Espera-se que no final deste ano a Assembleia-geral da ONU formalize a nomeação, mas a data ainda não foi fixada.
Embora a escolha de um secretário-geral da ONU seja sempre um momento de grande atenção no universo dos assuntos multilaterais, a eleição deste ano chega num momento de grave crise da instituição, que tem em risco a sua influência e orçamento.
António Guterres assumiu a liderança da ONU em janeiro de 2017, tendo sido reconduzido para um segundo mandato, que termina no final deste ano.
A porta-voz de Annalena Baerbock, La Neice Collins, disse aos jornalistas que o debate vai ser um complemento aos diálogos interativos, que tiveram início em abril e que permitiram a todos os candidatos à sucessão de António Guterres apresentar prioridades e visões para a ONU perante os Estados-membros e organizações da sociedade civil.
São candidatos ao cargo a antiga presidente chilena Michelle Bachelet, o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Rafael Mariano Grossi, a ex-vice-presidente da Costa Rica Rebeca Grynspan, o ex-presidente senegalês Macky Sall, a antiga ministra dos Negócios Estrangeiros do Equador María Espinosa Garcés e a diplomata da Guiana Carolyn Rodrigues Birkett.
A próxima pessoa a chefiar o Secretariado das Nações Unidas vai iniciar o mandato de cinco anos em 1 de janeiro de 2027, sucedendo ao antigo primeiro-ministro português António Guterres.
Em consonância com uma tradição de rotação geográfica, nem sempre observada, a posição de secretário-geral da ONU está a ser reivindicada pela América Latina.
Muitos países também defendem que uma mulher deve ocupar o cargo pela primeira vez nos 80 anos de história da ONU.
Aliás, a Assembleia-geral, assim como líderes mundiais através do Pacto para o Futuro, incentivaram todos os Estados a considerarem a nomeação de candidatas mulheres.
Contudo, a decisão pertence aos 15 membros do Conselho de Segurança da ONU, que devem iniciar o processo de seleção até ao final deste mês.
É apenas por recomendação do Conselho de Segurança que a Assembleia-geral da ONU pode eleger o secretário-geral para um período de cinco anos, renovável por mais um mandato.
Na prática, a decisão geralmente é finalizada entre agosto e outubro.
Espera-se que no final deste ano a Assembleia-geral da ONU formalize a nomeação, mas a data ainda não foi fixada.
Embora a escolha de um secretário-geral da ONU seja sempre um momento de grande atenção no universo dos assuntos multilaterais, a eleição deste ano chega num momento de grave crise da instituição, que tem em risco a sua influência e orçamento.
António Guterres assumiu a liderança da ONU em janeiro de 2017, tendo sido reconduzido para um segundo mandato, que termina no final deste ano.