Mundo
NASA prepara construção de base e novas missões na Lua
Os Estados Unidos querem voltar à Lua antes do fim do mandato do presidente Donald Trump e antes da China. A NASA está, por isso, a preparar novas missões e a construção de uma base lunar.
Entre setembro e novembro deste ano, está previsto a NASA enviar um aterrador não tripulado da Blue Origin, de Jeff Bezos, para preparar os alicerces da futura base lunar. Segundo a agência espacial norte-americana, ainda há previsão de mais duas missões até ao fim de 2026.
A NASA atribuiu contratos a empresas espaciais para enviar módulos de aterragem robotizados, rovers e drones para apoiar as futuras missões de exploração lunar. A agência espacial anunciou, na terça-feira, que concedeu à Astrolab 219 milhões de dólares e à Lunar Outpost 220 milhões de dólares para construir e entregar veículos terrestres lunares.
Já a Blue Origin recebeu um contrato de 188 milhões de dólares para levar os rovers à superfície da Lua, utilizando o próprio módulo de aterragem lunar de carga não tripulado, o Mark One.
Contratos que integram o programa Artemis da NASA, que tem com objetivo expandir a presença humana no espaço e apoiar a futura exploração do espaço profundo.
Missões lunares
A NASA divulgou detalhes sobre os módulos de pouso robóticos, drones e veículos que pretende enviar à Lua como parte dos planos dos EUA para construir uma base lunar.
A primeira missão cabe ao módulo de aterragem Blue Origin Mark One Endurance, desenhado pela empresa espacial de Bezos, o fundador da Amazon. Denominada 'Moon Base One', esta será a primeira missão de um aterrador lunar financiada por privados da história e vai dirigir-se à crista da cratera de Shackleton, no polo Sul da Lua.
"Além de transportar duas cargas científicas da NASA, o objetivo da missão é demonstrar capacidades críticas que reduzam o risco para as missões do Sistema de Aterragem Humana", explicou o administrador da NASA, Jared Isaacman, em conferência de imprensa, em Washington.
Programado para o final de 2026, no segundo lançamento será enviado ao satélite terrestre um aterrador desenhado pela empresa norte-americana Astrobotic Technology, e transportará mais de 500 quilogramas de carga, incluindo um rover, para a superfície lunar. O terceiro aterrador será da responsabilidade da Intuitive Machines e investigará as origens das anomalias magnéticas da Lua.
Estes três lançamentos não tripulados enquadram-se na fase inicial da construção da base lunar, que prevê o transporte de mais de quatro toneladas de material de carga para a Lua, distribuídas por 25 lançamentos e 21 aterragens lunares até 2029.
A agência divulgou ainda ter selecionado a Firefly Aerospace para construir a nave espacial que transportará drones da órbita da Terra para a Lua na missão MoonFall, com lançamento previsto para 2028.
O plano revisto da NASA para o programa Artemis, criado durante o primeiro mandato de Donald Trump, envolve a instalação de infraestruturas, centradas numa base lunar, e veículos na superfície da Lua.
A segunda missão Artemis da NASA foi lançada em abril passado, na qual foram enviados quatro astronautas à volta da Lua, foi considerada uma das poucas missões precursoras da primeira alunagem tripulada na Lua desde 1972. Base lunar
A NASA já tinha anunciado em março que tinha um plano para construir uma base no polo Sul da Lua nos próximos anos, uma zona com regiões em sombra permanente, que permitem a presença de gelo, o que facilitará a permanência constante de astronautas na superfície.
A segunda etapa da construção desta base lunar deve acontecer entre 2029 e 2032 e prevê 27 lançamentos e 24 aterragens, além do transporte de 60 toneladas de material, que permitirão estabelecer a infraestrutura inicial da base, com missões tripuladas semestrais. A terceira será a definitiva, com 29 descolagens e 28 aterragens com capacidade para transportar 150 toneladas, e a presença contínua de humanos na Lua.
O clima extremo será um dos principais desafios que os habitantes da base enfrentarão, já que o satélite pode atingir temperaturas de até 120 graus centígrados durante o dia - que se prolonga por duas semanas terrestres - e descer abaixo dos -120 graus centígrados durante a noite, de igual duração.
Os Estados Unidos ambicionam levar humanos novamente à Lua antes de Trump deixar a Casa Branca. E a NASA compete nessa ambição com a China, visto que Pequim tem avançado com os próprios planos de conseguir pisar terreno lunar até 2030.
Aliás, na segunda-feira foi lançada a chinesa espaçonave Shenzhou-23, enviando uma tripulação de astronautas para a estação espacial Tiangong do país.
O administrador da NASA, Jared Isaacman, garantiu que estas apostas e missões significam que os EUA "nunca mais desistirão da Lua". Uma base lunar permitiria aos norte-americanos realizar experiências científicos, extrair recursos valiosos e viajar para Marte com mais facilidade.
A NASA atribuiu contratos a empresas espaciais para enviar módulos de aterragem robotizados, rovers e drones para apoiar as futuras missões de exploração lunar. A agência espacial anunciou, na terça-feira, que concedeu à Astrolab 219 milhões de dólares e à Lunar Outpost 220 milhões de dólares para construir e entregar veículos terrestres lunares.
Já a Blue Origin recebeu um contrato de 188 milhões de dólares para levar os rovers à superfície da Lua, utilizando o próprio módulo de aterragem lunar de carga não tripulado, o Mark One.
Contratos que integram o programa Artemis da NASA, que tem com objetivo expandir a presença humana no espaço e apoiar a futura exploração do espaço profundo.
Missões lunares
A NASA divulgou detalhes sobre os módulos de pouso robóticos, drones e veículos que pretende enviar à Lua como parte dos planos dos EUA para construir uma base lunar.
A primeira missão cabe ao módulo de aterragem Blue Origin Mark One Endurance, desenhado pela empresa espacial de Bezos, o fundador da Amazon. Denominada 'Moon Base One', esta será a primeira missão de um aterrador lunar financiada por privados da história e vai dirigir-se à crista da cratera de Shackleton, no polo Sul da Lua.
"Além de transportar duas cargas científicas da NASA, o objetivo da missão é demonstrar capacidades críticas que reduzam o risco para as missões do Sistema de Aterragem Humana", explicou o administrador da NASA, Jared Isaacman, em conferência de imprensa, em Washington.
Programado para o final de 2026, no segundo lançamento será enviado ao satélite terrestre um aterrador desenhado pela empresa norte-americana Astrobotic Technology, e transportará mais de 500 quilogramas de carga, incluindo um rover, para a superfície lunar. O terceiro aterrador será da responsabilidade da Intuitive Machines e investigará as origens das anomalias magnéticas da Lua.
A agência divulgou ainda ter selecionado a Firefly Aerospace para construir a nave espacial que transportará drones da órbita da Terra para a Lua na missão MoonFall, com lançamento previsto para 2028.
O plano revisto da NASA para o programa Artemis, criado durante o primeiro mandato de Donald Trump, envolve a instalação de infraestruturas, centradas numa base lunar, e veículos na superfície da Lua.
A segunda missão Artemis da NASA foi lançada em abril passado, na qual foram enviados quatro astronautas à volta da Lua, foi considerada uma das poucas missões precursoras da primeira alunagem tripulada na Lua desde 1972. Base lunar
A NASA já tinha anunciado em março que tinha um plano para construir uma base no polo Sul da Lua nos próximos anos, uma zona com regiões em sombra permanente, que permitem a presença de gelo, o que facilitará a permanência constante de astronautas na superfície.
A segunda etapa da construção desta base lunar deve acontecer entre 2029 e 2032 e prevê 27 lançamentos e 24 aterragens, além do transporte de 60 toneladas de material, que permitirão estabelecer a infraestrutura inicial da base, com missões tripuladas semestrais. A terceira será a definitiva, com 29 descolagens e 28 aterragens com capacidade para transportar 150 toneladas, e a presença contínua de humanos na Lua.
O clima extremo será um dos principais desafios que os habitantes da base enfrentarão, já que o satélite pode atingir temperaturas de até 120 graus centígrados durante o dia - que se prolonga por duas semanas terrestres - e descer abaixo dos -120 graus centígrados durante a noite, de igual duração.
Os Estados Unidos ambicionam levar humanos novamente à Lua antes de Trump deixar a Casa Branca. E a NASA compete nessa ambição com a China, visto que Pequim tem avançado com os próprios planos de conseguir pisar terreno lunar até 2030.
Aliás, na segunda-feira foi lançada a chinesa espaçonave Shenzhou-23, enviando uma tripulação de astronautas para a estação espacial Tiangong do país.
O administrador da NASA, Jared Isaacman, garantiu que estas apostas e missões significam que os EUA "nunca mais desistirão da Lua". Uma base lunar permitiria aos norte-americanos realizar experiências científicos, extrair recursos valiosos e viajar para Marte com mais facilidade.