NATO e União Europeia coordenam investimentos de defesa em Ancara

NATO e União Europeia coordenam investimentos de defesa em Ancara

RTP / Adicionar como fonte informativa

Complementaridade é palavra de ordem para coordenar os esforços entre a NATO e a União Europeia.

O Secretário-geral da NATO e os presidentes do Conselho e da Comissão reuniram-se em Ancara para analisar como pode ser melhorada esta ligação para evitar duplicar esforços e investimentos.

Mark Rutte reforçou que a "cooperação entre a NATO e a UE não podia ser melhor".

"Temos uma clara distinção de trabalho: a NATO concentra-se nas capacidades, nas normas e no comando e controlo, enquanto tudo o resto é gerido pela União Europeia. Falamos de infraestruturas, de resiliência e a base industrial de defesa, mas também com os recursos financeiros.

O SAFE e de todos os outros programas que a UE executa garantem que os recursos estão disponíveis para apoiar os 27 países da UE, 23 dos quais são também membros da NATO.

O Secretário-geral da NATO reforça que a esta ligação é essencial "é crucial porque temos a ameaça russa".

"Sabemos que os russos trabalham em conjunto com a Coreia do Norte, a China e o Irão, por isso não podemos ser ingénuos. Precisamos de unir forças. E é exatamente isso que estamos a fazer".

O Presidente do Conselho Europeu Garante que todos os "Estados-Membros estão a cumprir os seus compromissos".

"E a Europa está a assumir uma maior responsabilidade pela sua própria defesa. O que os cidadãos europeus esperam desta cimeira de Ancara é uma mensagem clara de que podemos continuar a confiar na NATO, tanto para a sua própria defesa como para a nossa dissuasão, com base na forte relação transatlântica".

Antes da reunão a Presidente da Comissão Europeia garantiu que "estamos determinados a colmatar as lacunas que identificámos na nossa postura de defesa".

"E para isso, mobilizámos 800 mil milhões de euros até 2030, que deverão ser investidos para termos uma base industrial de defesa sólida".

"Queremos mais parcerias com a Ucrânia, porque são altamente inovadores e têm uma vasta experiência no campo de batalha. E, claro, queremos mais aquisições conjuntas no âmbito da União Europeia, porque isso significa interoperabilidade" acrescentou Ursula von der Leyen.

No que se refere ao SAFE, Von der Leyen destacou que o programa está “aberto aos outros parceiros” da UE em 35 por cento, mas reforçou que 65 por cento do valor disponível têm mesmo que ser aplicados em projetos europeus.

“Trata-se de reforçar a base industrial de defesa, porque, com este dinheiro dos contribuintes, queremos, naturalmente, obter um retorno do investimento. Queremos também criar bons empregos na Europa. Queremos que a investigação e o desenvolvimento sejam feitos na Europa. Isso é importante para nós”.

Von der Leyen disse que a UE está comprometida em manter-se “totalmente alinhada” com os objetivos da NATO, salientando que o bloco e a Aliança partilham “os mesmos interesses e os mesmos valores”.
 


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