Mundo
Netanyahu endurece segurança após incidente com mulheres palestinianas
As imagens recolhidas na última sexta-feira numa aldeia da Cisjordânia em que uma família palestiniana resgata um rapaz de 12 anos dos braços de um soldado israelita deixaram incomodado o chefe do governo israelita. Em poucos dias o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu convocou um par de reuniões para pôr fim aos episódios de violência. A ordem parece ser a de dar aos soldados liberdade no uso das armas contra os palestinianos apanhados a lançar pedras.
Benjamin Netanyahu convocou já esta quarta-feira nova reunião de alta segurança, onde propôs o endurecimento dos procedimentos do exército israelita no trato com a população palestiniana dos territórios ocupados da Cisjordânia.
Em causa para o gabinete do PM estão “a segurança” de Jerusalém e das principais vias de acesso à cidade, em particular a estrada 443, que liga a capital a Modi'in, cidade do centro de Israel. Benjamin Netanyahu:
“A política é a tolerância zero”.
O assunto mereceu a comparência do ministro da Defesa, Moshe Ya'alon, do ministro da Segurança Pública, Gilad Erdan, o ministro dos Transportes e dos Serviços de Informações, Yisrael Katz, o chefe do Shin Bet (serviços de segurança), Yoram Cohen.
Apesar de ter invocado o aumento do número de incidentes com palestinianos na capital e na estrada 443, terá sido um episódio filmado e difundido na última sexta-feira a partir da aldeia palestiniana de Nabi Saleh que acelerou a reacção de Benjamin Netanyahu.
Nessas imagens pode ver-se um soldado israelita que imobiliza uma criança palestiniana pelo pescoço: o rapaz de 12 anos tem um braço engessado e procura libertar-se do estrangulamento do militar. Perante os gritos da criança, os familiares acorrem em seu socorro e várias mulheres e raparigas atiram-se sobre o soldado israelita até que este desiste da detenção.
Quase caricato em si, este episódio que se passou há uma semana nos territórios ocupados da Cisjordânia, não muito distante também de Jerusalém, poderá ter despertado o gabinete israelita para a possibilidade de uma multiplicação de reacções semelhantes em outras confrontações da população palestiniana com os elementos do exército israelita.
Da reunião saiu aliás um comunicado claro do primeiro-ministro, fazendo saber que não está na disposição de tolerar os lançamentos de pedras e de cocktails Molotov: “A política é a tolerância zero”. Na calha poderá estar nova legislação para punir este tipo de acções, uma vez que, sublinhou, “o sistema judicial está a revelar dificuldades para lidar com os jovens [palestinianos]”.
Da reunião saiu ainda a decisão de reforçar os parâmetros de segurança ao longo da 443 e na Judeia e Samaria (território da Cisjordânia, excluindo Jerusalém Oriental): em vista está o reforço de postos de observação e de meios de recolha de informações, bem como o destacamento de dois esquadrões - para patrulharem a fronteira e Jerusalém – e quatro centenas de polícias.
Em causa para o gabinete do PM estão “a segurança” de Jerusalém e das principais vias de acesso à cidade, em particular a estrada 443, que liga a capital a Modi'in, cidade do centro de Israel. Benjamin Netanyahu:
“A política é a tolerância zero”.
O assunto mereceu a comparência do ministro da Defesa, Moshe Ya'alon, do ministro da Segurança Pública, Gilad Erdan, o ministro dos Transportes e dos Serviços de Informações, Yisrael Katz, o chefe do Shin Bet (serviços de segurança), Yoram Cohen.
Apesar de ter invocado o aumento do número de incidentes com palestinianos na capital e na estrada 443, terá sido um episódio filmado e difundido na última sexta-feira a partir da aldeia palestiniana de Nabi Saleh que acelerou a reacção de Benjamin Netanyahu.
Nessas imagens pode ver-se um soldado israelita que imobiliza uma criança palestiniana pelo pescoço: o rapaz de 12 anos tem um braço engessado e procura libertar-se do estrangulamento do militar. Perante os gritos da criança, os familiares acorrem em seu socorro e várias mulheres e raparigas atiram-se sobre o soldado israelita até que este desiste da detenção.
Quase caricato em si, este episódio que se passou há uma semana nos territórios ocupados da Cisjordânia, não muito distante também de Jerusalém, poderá ter despertado o gabinete israelita para a possibilidade de uma multiplicação de reacções semelhantes em outras confrontações da população palestiniana com os elementos do exército israelita.
Da reunião saiu aliás um comunicado claro do primeiro-ministro, fazendo saber que não está na disposição de tolerar os lançamentos de pedras e de cocktails Molotov: “A política é a tolerância zero”. Na calha poderá estar nova legislação para punir este tipo de acções, uma vez que, sublinhou, “o sistema judicial está a revelar dificuldades para lidar com os jovens [palestinianos]”.
Da reunião saiu ainda a decisão de reforçar os parâmetros de segurança ao longo da 443 e na Judeia e Samaria (território da Cisjordânia, excluindo Jerusalém Oriental): em vista está o reforço de postos de observação e de meios de recolha de informações, bem como o destacamento de dois esquadrões - para patrulharem a fronteira e Jerusalém – e quatro centenas de polícias.