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Nobel da Paz atribuído a médico Denis Mukwege e ativista Nadia Murad
O prémio Nobel da Paz foi esta sexta-feira atribuído ao médico congolês Denis Mukwege e à ativista de direitos humanos Nadia Murad, informou o Comité Nobel norueguês. O Comité justificou a decisão com os esforços dos dois laureados para acabar com a violência sexual como arma nos conflitos e guerras de todo o mundo.
Mukwege também já foi galardoado com os prémios Olof Palme (2008), Sakharov (2014) e veio a Portugal receber o Prémio Calouste Gulbenkian em 2015.
Desde 1901, ano em que os galardões começaram a ser entregues, foram atribuídos 98 prémios Nobel da Paz a um total de 131 laureados (104 indivíduos e 27 organizações).
Alguns destes vencedores foram Malala Yousafzai (2014), a União Europeia (2012), Barack Obama (2009), ONU (2001), Nelson Mandela (1993) e Dalai Lama (1989).
Os prémios Nobel nasceram da vontade do químico, engenheiro, inventor, industrial e filantropo sueco Alfred Nobel (1833-1896) em doar a sua imensa fortuna para o reconhecimento de personalidades que prestassem serviços à humanidade.
O inventor da dinamite expôs este desejo num testamento redigido em Paris em 1895, um ano antes da sua morte.
Atualmente com um valor monetário de nove milhões de coroas suecas (873.000 euros), o prémio não foi atribuído em 19 ocasiões, nomeadamente durante o período da Primeira e da Segunda Guerra Mundial.
Denis Mukwege, de 63 anos, é um ginecologista conhecido por se ter dedicado à ação humanitária na República Democrática do Congo, onde gere um hospital na cidade de Bukavu.
Especializou-se no tratamento de mulheres que foram violadas durante a guerra civil do país, tendo ajudado milhares delas ao longo de 12 anos de guerra.
Mukwege também já foi galardoado com os prémios Olof Palme (2008), Sakharov (2014) e veio a Portugal receber o Prémio Calouste Gulbenkian em 2015.
Nadia Murad, de apenas 25 anos e membro da minoria étnica Yazidi, é uma ativista de direitos humanos que em setembro de 2016 se tornou a primeira embaixadora da Boa Vontade para a Dignidade dos Sobreviventes de Tráfico Humano das Nações Unidas.
Murad foi raptada pelo autoproclamado Estado Islâmico em 2014 e e mantida como escrava sexual na cidade de Mossul. Conseguiu fugir em novembro de 2014, tendo ido parar a um campo de refugiados no norte do Iraque e, em seguida, a Estugarda, na Alemanha.
Desde então tem sido porta-voz da causa yazidi, tal como a sua amiga Lamia Haji Bachar, com a qual venceu, em conjunto, o Prémio Sakharov do Parlamento Europeu em 2016.
Desde então tem sido porta-voz da causa yazidi, tal como a sua amiga Lamia Haji Bachar, com a qual venceu, em conjunto, o Prémio Sakharov do Parlamento Europeu em 2016.
BREAKING NEWS:
— The Nobel Prize (@NobelPrize) 5 de outubro de 2018
The Norwegian Nobel Committee has decided to award the Nobel Peace Prize for 2018 to Denis Mukwege and Nadia Murad for their efforts to end the use of sexual violence as a weapon of war and armed conflict. #NobelPrize #NobelPeacePrize pic.twitter.com/LaICSbQXWM
A Comissão Europeia já felicitou os vencedores. "Damos as mais sinceras felicitações aos vencedores do prémio Nobel da Paz, Denis Mukewe e Nadia Murad, pelo seu trabalho verdadeiramente nobre de luta contra o uso da violência sexual como uma arma de guerra", disse a porta-voz do executivo comunitário, Natasha Bertaud.
O comentador da Antena1 para assuntos internacionais, Filipe Vasconcelos
Romão, destaca que a academia Nobel decidiu distinguir aqueles que têm
ações concretas no terreno e não políticos ou figuras mediáticas.
No ano passado, o prémio foi atribuído à Campanha Internacional para a Abolição das Armas Nucleares (ICAN, em inglês), pelo trabalho feito para a eliminação de armamento nuclear no mundo.
No ano passado, o prémio foi atribuído à Campanha Internacional para a Abolição das Armas Nucleares (ICAN, em inglês), pelo trabalho feito para a eliminação de armamento nuclear no mundo.
Desde 1901, ano em que os galardões começaram a ser entregues, foram atribuídos 98 prémios Nobel da Paz a um total de 131 laureados (104 indivíduos e 27 organizações).
Alguns destes vencedores foram Malala Yousafzai (2014), a União Europeia (2012), Barack Obama (2009), ONU (2001), Nelson Mandela (1993) e Dalai Lama (1989).
Os prémios Nobel nasceram da vontade do químico, engenheiro, inventor, industrial e filantropo sueco Alfred Nobel (1833-1896) em doar a sua imensa fortuna para o reconhecimento de personalidades que prestassem serviços à humanidade.
O inventor da dinamite expôs este desejo num testamento redigido em Paris em 1895, um ano antes da sua morte.
Atualmente com um valor monetário de nove milhões de coroas suecas (873.000 euros), o prémio não foi atribuído em 19 ocasiões, nomeadamente durante o período da Primeira e da Segunda Guerra Mundial.
c/Lusa