Nos EUA autoridades de saúde querem impedir que mulheres grávidas tomem medicamento para a acne
As autoridades de saúde norte-americanas decidiram hoje modificar o acesso a um medicamento para a acne para prevenir que mulheres grávidas façam a terapêutica, porque pode provocar defeitos de nascença no bebé.
Especialistas da Administração de Alimentos e Medicamentos decidiram que pequenas alterações no acesso ao remédio Accutane e aos genéricos podem impedir novas gravidezes problemáticas.
O efeito da isotretinoína no útero, a substância activa neste medicamento, pode causar graves danos cerebrais e cardíacos, entre outras deformações.
Um painel de investigadores daquele organismo dos Estados Unidos acompanhou 122 mulheres grávidas que se submetiam ao tratamento para a acne, inscritas num programa de vigilância do fabricante do medicamento.
Do total, 54 gravidezes terminaram em aborto a pedido da mulher e 17 sofreram aborto espontâneo.
Uma criança já nasceu e até ao momento não foram encontrados defeitos de nascença.
Outras 15 mulheres estão ainda no período de gestação, acompanhada pelo painel de investigadores.
O fabricante do Accutane foi informado da existência de mais 19 grávidas que tomaram o medicamento, mas não se inscreveram no programa de acompanhamento iPledge, criado para acompanhar todas as pessoas que o tomaram.
Os médicos e farmacêuticos estão a ser avisados para indicar às mulheres que tomam o medicamento para não engravidar.