Mundo
Guerra na Ucrânia
Nova investida russa à vista. Mais de 100 localidades ucranianas atingidas em 24 horas
Kiev relatou que as forças russas desencadearam, na quarta-feira, o maior ataque registado este ano. Foram bombardeadas mais de uma centena de cidades e pequenas localidades ucranianas. O Ministério do Interior do país tem registo de vários mortos e feridos. Acredita-se que Moscovo esteja a preparar-se para uma nova ofensiva, no momento em que há suspeitas de que a Coreia do Norte tenha fornecido a Moscovo munições de artilharia para dois meses.
A Rússia tem estado a treinar, há várias semanas, a sua capacidade de fogo em Avdiivka, uma cidade de elevada importância estratégica na região oriental de Donetsk, reporta o comandante local ucraniano, Vitaliy Barabash:"Avdiivka está a ser apagada, destruída. Houve mais de 40 bombardeamentos em massa contra a comunidade territorial nos últimos dias".
O militar confirmou, em declarações citadas pela BBC, as mortes de dois civis e alertou para a nova fase da guerra. Acredita que a Rússia está a preparar-se para a terceira onda de ofensivas em larga escala.
“Este é o maior número de cidades e aldeias atacadas desde o início do ano”, afirmou.
Mais de 100 ataques
Só na passada terça-feira, foram repelidos 20 ataques na área de Avdiivka, confirmou o Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia. Kiev afirma que Moscovo tem enviado reforços para a área numa tentativa de cercar e capturar a cidade.As forças russas intensificaram também os ataques à cidade de Kupyansk, na região nordeste de Kharkiv, e tentaram impedir que os militares ucranianos recuperassem o território em torno de Bakhmut.
As autoridades ucranianas também relataram que em Kremenchuk, cidade industrial onde existia a maior refinaria de petróleo do país, desativada com o início da guerra, foi agora incendiada por um drone russo. Não houve registo de vítimas, mas perto de 100 bombeiros levaram várias horas para apagar o incêndio, declarou Klymenko.
Uma outra refinaria, na região central de Poltava, também foi alvo de vários ataques da Rússia.
Houve também ataques longe das linhas da frente, num bloco de apartamentos, lojas e uma farmácia na cidade de Nikopol, no sul do país, na margem do rio Dnipro.
Ao 21.º mês de guerra, o impasse, segundo Kiev
Na quarta-feira, o principal comandante militar da Ucrânia, o general Valery Zaluzhny, deixou claro de que a guerra estava agora a passar para uma fase “posicional” ou estática.
Ao fazer uma avaliação dos avanços e recuos da guerra na Economist, Zaluzhny alerta que esta etapa beneficia Moscovo, "permitindo-lhe reconstruir o seu poder militar, ameaçando eventualmente as forças armadas da Ucrânia e o próprio Estado”.
Apesar das pesadas perdas, a Rússia ainda tem “superioridade em armas, equipamentos, mísseis e munições”, previne Zaluzhny, apelando aos aliados que forneçam mais armamento.
O comandante destacou a vantagem do poder aéreo da Rússia como um fator que tem dificultado o avanço de Kiev. Sublinha que a Ucrânia deve “realizar ataques em massa de drones para sobrecarregar as defesas aéreas da Rússia”.
“Não há impasse e a Rússia sairá vitoriosa da guerra”, afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, respondendo aos comentários do comandante ucraniano Valeriyaleriy Zaluzhnyi.
Declarou ainda que era “absurdo” a Ucrânia falar sobre vitória no campo de batalha, especialmente agora que o general ucraniano expôs o que as forças precisariam para derrotar a Rússia.
Suspeitas de fornecimentos da Coreia do Norte
A Coreia do Norte e a Rússia, que têm aumentado ativamente a visibilidade da sua parceria, têm negado tais alegações.
O militar confirmou, em declarações citadas pela BBC, as mortes de dois civis e alertou para a nova fase da guerra. Acredita que a Rússia está a preparar-se para a terceira onda de ofensivas em larga escala.
Na quarta-feira, primeiro dia de novembro, o ministro ucraniano do Interior, Ihor Klymenko, deu conta de que, “em 24 horas, o inimigo bombardeou 118 assentamentos em dez regiões”.
Mais de 100 ataques
Só na passada terça-feira, foram repelidos 20 ataques na área de Avdiivka, confirmou o Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia. Kiev afirma que Moscovo tem enviado reforços para a área numa tentativa de cercar e capturar a cidade.As forças russas intensificaram também os ataques à cidade de Kupyansk, na região nordeste de Kharkiv, e tentaram impedir que os militares ucranianos recuperassem o território em torno de Bakhmut.
As autoridades ucranianas também relataram que em Kremenchuk, cidade industrial onde existia a maior refinaria de petróleo do país, desativada com o início da guerra, foi agora incendiada por um drone russo. Não houve registo de vítimas, mas perto de 100 bombeiros levaram várias horas para apagar o incêndio, declarou Klymenko.
Uma outra refinaria, na região central de Poltava, também foi alvo de vários ataques da Rússia.
Bombardeamentos noturnos na região nordeste de Kharkiv mataram pelo menos uma pessoa e uma outra perdeu a vida na região sul de Kherson, de acordo com as autoridades locais.
Ao 21.º mês de guerra, o impasse, segundo Kiev
Na quarta-feira, o principal comandante militar da Ucrânia, o general Valery Zaluzhny, deixou claro de que a guerra estava agora a passar para uma fase “posicional” ou estática.
Reconheceu que a paridade entre a tecnologia e as táticas russas e ucranianas levou a um tipo de “impasse” semelhante ao observado na I Guerra Mundial.
Apesar das pesadas perdas, a Rússia ainda tem “superioridade em armas, equipamentos, mísseis e munições”, previne Zaluzhny, apelando aos aliados que forneçam mais armamento.
O comandante destacou a vantagem do poder aéreo da Rússia como um fator que tem dificultado o avanço de Kiev. Sublinha que a Ucrânia deve “realizar ataques em massa de drones para sobrecarregar as defesas aéreas da Rússia”.
“As armas básicas, como mísseis e munições, continuam essenciais. Mas as forças armadas da Ucrânia necessitam de capacidades e tecnologias militares essenciais para sair deste tipo de guerra. O mais importante é o poder aéreo”, observou.
O general conclui que seria necessário um enorme salto tecnológico para acabar com o impasse. “Provavelmente não haverá um avanço profundo e bonito”.
Kremlin nega que a guerra esteja num impasse“Não há impasse e a Rússia sairá vitoriosa da guerra”, afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, respondendo aos comentários do comandante ucraniano Valeriyaleriy Zaluzhnyi.
Peskov diz que Zaluzhnyi errou ao fazer estes comentários e que a Rússia alcançará todos os seus objetivos.
Suspeitas de fornecimentos da Coreia do Norte
Os serviços secretos da Coreia do Sul (NIS) vieram entretanto alegar que a Coreia do Norte tem fornecido munições para a Rússia, utilizando navios e outros meios de transporte, desde o início de agosto.
Esse armamento poderá representar aproximadamente dois meses de fornecimento aos russos, declarou Yoo Sang-bum, que terá participado numa reunião na quarta-feira com autoridades dos serviços secretos.
Esse armamento poderá representar aproximadamente dois meses de fornecimento aos russos, declarou Yoo Sang-bum, que terá participado numa reunião na quarta-feira com autoridades dos serviços secretos.