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Nove presos morreram em uma semana nas cadeias venezuelanas, denuncia observatório

Nove presos morreram em uma semana nas cadeias venezuelanas, denuncia observatório

Em menos de uma semana nove presos morreram nas prisões da Venezuela, alguns por situações de violência e outros por complicações de saúde e falta de cuidados médicos, denunciou o Observatório Venezuelano de Prisões (OVP).

Lusa /

"Morreu o nono detido, em menos de uma semana, sob custódia do Governo venezuelano. Trata-se de José Ramón Yelamo Zárraga, que faleceu no Centro de Detenção Judicial de Tocuyito, no estado de Carabobo, após um agravamento progressivo do seu estado de saúde, sem acesso a cuidados médicos", denunciou o OVP.

Na rede social X, o Observatório insistiu que as mortes ocorreram "num contexto marcado pela superlotação, pelas condições insalubres e pela falta de cuidados médicos" nas prisões.

"É lamentável que as doenças continuem a propagar-se sem controlo dentro dos centros de detenção, enquanto os detidos permanecem sem acesso a diagnósticos, tratamentos ou acompanhamento, o que agrava patologias que, em condições normais, são evitáveis ou tratáveis", explicou.

O OVP referiu que tem denunciado frequentemente a situação nas cadeias venezuelanas e sublinhou que "o Governo venezuelano é responsável por garantir a vida e a saúde das pessoas que se encontram sob a sua custódia".

"A omissão na prestação de cuidados médicos constitui uma grave violação dos direitos humanos e uma forma de tratamento cruel, desumano e degradante. Desde o OVP exigimos uma investigação imediata, a apuração das responsabilidades e a adoção urgente de medidas que garantam cuidados médicos eficazes nos estabelecimentos prisionais", concluiu.

Segundo o OVP, além de José Ramón Yelamo Zárraga, em Tucuyito, faleceram também por problemas de saúde e falta de atenção médica, Rosqui Norberto Escalona, em Uribana, Ovidio José Madriz Mendoza em El Rodeo III, e Deivi Enrique García em El Rodeo IV.

Por outro lado, faleceram também Keivin Eduardo Matamoros, Eliecer José Córdoba García, Erkin Josué Ramos Flores, José Pascual Andrade Aguilar e Jean Carlos Jiménez Barrios, na prisão de Yare III, segundo as autoridades, durante uma rixa.

Versão que é rejeitada por familiares, que insistem que as mortes tiveram lugar na sequência de disparos de armas de fogo.

Segundo a organização não governamental Encontro Justiça e Perdão, continuam detidas por motivos políticos na Venezuela 674 pessoas, entre os quais 30 venezuelanos com dupla nacionalidade e 28 estrangeiros - incluindo cinco cidadãos portugueses.

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