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Novo balanço. Pelo menos 40 mortos em Angola em chuvas torrenciais

Novo balanço. Pelo menos 40 mortos em Angola em chuvas torrenciais

A Agência de Proteção Civil de Angola reviu em alta para 40, o número de vítimas mortais devido às chuvas torrenciais dos últimos dias.

RTP /
Foto: Ampe Rogério - AFP

Treze pessoas morreram na província de Luanda, onde se situa a capital, e outras cinco estão desaparecidas, acrescentou a Agência em comunicado, esta terça-feira.

Vinte e seis pessoas perderam a vida na província de Benguela, e quatro estão desaparecidas, acrescentou.

Entretanto, os órgãos de imprensa citaram as autoridades em separado, afirmando que pelo menos seis pessoas morreram nas províncias de Cuanza Sul e Malanje, no noroeste do país. As fortes chuvas provocaram o desabamento de mais de 600 casas em Luanda e Benguela e inundaram mais de 9.500 habitações, indicou a mesma fonte. Mais de 51.000 pessoas foram afetadas.


A situação estava a voltar ao normal, com as equipas de resgate a bombear água de casas e ruas inundadas e a fornecer alimentos e água potável, segundo o mesmo comunicado.

O Presidente angolano, João Lourenço, mencionou, numa mensagem de condolências, uma "corrida contra o tempo para localizar, resgatar e prestar assistência médica" à população.
Desde o início de 2026
Na vizinha Namíbia, a nordeste, o rio Zambeze subiu drasticamente. Com mais de 6,8 metros, está muito acima dos habituais quatro metros. Milhares de pessoas fugiram das suas casas. Imagens aéreas partilhadas pelo Ministério da Defesa nas redes sociais mostram vastas extensões de água.

As chuvas fortes são comuns no sul do continente durante o verão austral, mas episódios de chuvas torrenciais que causam inundações mortais têm ocorrido desde o início do ano.

Investigadores da rede World Weather Attribution (WWA) estimaram em janeiro que "eventos extremos de chuva com a duração de 10 dias tornaram-se significativamente mais intensos na região devido às alterações climáticas provocadas pela ação humana".

Por exemplo, entre 10 e 19 de Janeiro, as zonas do sul de Moçambique receberam até 500 mm de chuva, o equivalente a um ano inteiro de precipitação num ano normal, segundo os cientistas. Cerca de meia centena de pessoas perderam a vida na sequência destas inundações, de acordo com o Instituto Nacional de Gestão de Desastres de Moçambique (INGD). Na África do Sul, as cheias devastaram aldeias e mataram mais de 30 pessoas, também em Janeiro, causando prejuízos milhões de dólares, incluindo no famoso Parque Nacional Kruger.

Entretanto, pelo menos 13 pessoas morreram no Malawi em meados de Março, após fortes chuvas.

O fenómeno climático La Niña, atualmente em curso, também tende a "produzir condições de precipitação acima da média no sul de África", segundo os cientistas da WWA. Estimam que o fenómeno seja responsável por aproximadamente 22% do aumento da intensidade destas chuvas.

c/agências
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