Novo chefe-militar do Hezbollah alvejado em ataque de Israel

Novo chefe-militar do Hezbollah alvejado em ataque de Israel

Israel atacou o novo líder militar do Hamas. Após o ataque, o gabinete de Benjamin Netanyau não confirmou a morte.

RTP /
Mas, segundo a imprensa israelita, as avaliações iniciais indicam que o recém-nomeado chefe militar do Hamas foi morto num ataque das Forças de Defesa de Israel na Cidade de Gaza.

O Hamas ainda não se pronunciou.

A notícia que surge numa altura em que se intensifica a pressão militar em Gaza, com uma ofensiva terrestre além de aérea. Três pessoas morreram e pelo menos 20 ficaram feridas depois de um ataque israelita que destruiu um andar de um prédio residencial.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, adiantou que Israel eliminou desde o início de março 2.500 "terroristas do Hezbollah" no Líbano, garantindo que as operações vão continuar até estar garantida a "plena segurança" dos israelitas.

O governante referiu na rede social X que desde a `Operação Rugido do Leão`, o ataque conjunto com os Estados Unidos contra o Irão, lançado em 28 de fevereiro, foram eliminado cerca de 2.500 "terroristas do Hezbollah", sendo que a morte de 700 destes ocorreu durante o cessar-fogo com o Líbano.

"Mais do que em toda a Segunda Guerra do Líbano", frisou Netanyahu.

O primeiro-ministro israelita salientou ainda que as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) estão "a concluir a destruição das infraestruturas terroristas próximas" das comunidades israelitas.

"Grandes contingentes das Forças de Defesa de Israel (IDF) estão a operar bem dentro do território (libanês), assumindo o controlo de áreas e fortificando a zona de segurança", vincou.

Netanyahu apontou ainda que Israel não vai "parar de lutar num único instante" contra o movimento xiita pró-iraniano Hezbollah até estar garantida "a plena segurança dos cidadãos de Israel".

Farhan Haq, porta-voz do secretário-geral da ONU, António Guterres, salientou hoje que as forças de manutenção da paz da ONU no Líbano detetaram 91 violações do espaço aéreo no dia anterior, o número mais elevado desde a entrada em vigor do acordo.

Citou ainda 399 ataques com `rockets` atribuídos ao exército israelita e 11 trajetórias de projéteis atribuídas ao Hezbollah.

c/Lusa
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