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Novo documentário sobre "caso Kelly" acusa jornalista da BBC

Novo documentário sobre "caso Kelly" acusa jornalista da BBC

Um novo documentário sobre o "caso Kelly" acusa o jornalista Andrew Gilligan, autor de uma polémica notícia da BBC, de enganar a equipa que investigou a morte do perito em armamento David Kelly, noticia hoje o diário The Guardian.

Agência LUSA /

Kelly suicidou-se a 17 de Julho de 2003 depois de a BBC divulgar uma notícia cujo autor, Gilligan, acusou o governo britânico de ter exagerado a ameaça que o Iraque representava, com o objectivo de justificar a guerra contra este país.

O "caso Kelly" é o centro do novo documentário, denominado "The Government Inspector" (O inspector do governo), dirigido por Peter Kosminsky, que será emitido dia 17 pelo canal 4 da BBC.

O jornal londrino The Guardian refere hoje que no programa se vê Gilligan a alterar apontamentos na sua agenda informática, semanas depois de uma reunião com o perito em armamento do Ministério da Defesa David Kelly, num hotel do centro de Londres, a 22 de Maio de 2003.

Vê-se também o jornalista a acrescentar palavras, mas Gilligan nega as acusações, tendo afirmado que depois de visionar o programa resolverá se vai tomar medidas legais, segundo o Guardian.

Durante a investigação presidida pelo juiz Brian Hutton, encarregue de esclarecer a morte de Kelly, Gilligan defendeu que havia duas versões da sua conversa com o inspector, uma tirada quando falou com ele e uma segunda quando ambos corrigiram os apontamentos no final do diálogo.

Contudo, Kosminsky afirma que a equipa que trabalhou no seu programa investigou a troca de apontamentos de Gilligan, refere The Guardian.

O documentário apresenta Kelly como uma vítima sem poder apanhado no meio de uma luta entre a BBC e o governo em torno da afirmação da cadeia de televisão de que o executivo empolou a ameaça iraquiana para que o Reino Unido pudesse participar na guerra contra o país árabe, em Março de 2003.

Kelly suicidou-se perto de sua residência de Oxfordshire depois de ter sido identificado como a fonte da polémica notícia.

A investigação Hutton, publicada em Janeiro de 2004, ilibou de responsabilidades o governo do primeiro-ministro britânico, Tony Blair, e qualificou de infundadas as acusações apresentadas na notícia da BBC.

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