Mundo
Novo sismo provoca mais destruição no norte de Itália
O forte sismo que sacudiu esta terça-feira uma vasta região do norte de Itália fez pelo menos 17 mortos e mais de duas centenas de feridos, tendo provocado ainda milhares de desalojados. O abalo atingiu uma magnitude 5.8 e ocorreu na mesma região onde, há apenas nove dias, um outro tremor de terra de magnitude 6.0 tinha morto sete pessoas. Para os milhares de italianos que desde o primeiro abalo estavam a habitar em tendas e automóveis esta foi a repetição do pesadelo .
Eram nove da manhã em Itália (7:03 GMT) quando o sismo se começou a fazer sentir. Aos primeiros sinais, o pânico instalou-se entre os habitantes locais que fugiram de suas casas para a rua.
Nas localidades de Mirandola, Finale Emilia, San Felice e Cavezzo, muitos edifícios que tinham ficado danificados no abalo de 20 de maio acabaram por desabar completamente. As equipas de socorro procuram ainda possíveis vítimas soterradas entre os escombros.
Fábricas, armazéns, igrejas e vários edifícios históricos ruíram naquela que é uma das áreas mais produtivas de Itália em termos industriais e agrícolas.
Efeitos do sismo sentiram-se numa vasta área
Os efeitos do terramoto estenderam-se de Piedemonte no noroeste de Itália até Veneza, no nordeste do país, tendo sido sentido também em Milão e Bolonha e mais a norte junto à fonteira austríaca.
O primeiro abalo foi seguido por várias réplicas que, em alguns casos, alcançaram uma magnitude de 5.0. e voltaram a provocar cenas de pânico entre as populações locais.
Milhares de chamadas para os serviços de emergência bloquearam a rede telefónica, que em certos casos, deixou completamente de funcionar.
Os edifícios mais altos e as escolas foram evacuados numa larga zona que se estende até Milão. O tráfego ferroviário foi interrompido em algumas áreas, como nas linhas que ligam Bolonha a outras cidades do norte. As equipas técnicas procuram sinais de danos estruturais.
Chefe do governo italiano promete ajuda às vítimas
O primeiro-ministro italiano, Mario Monti, prometeu ajuda às populações afetadas.
“Gostaria de prometer a todos que o estado Italiano fará tudo o que for preciso e possível, no mais curto espaço de tempo, para garantir o regresso à normalidade nesta área, que é tão especial, tão importante, tão produtiva para a Itália”, disse Monti numa conferência de imprensa apressadamente organizada.
A ministra italiana do Trabalho, Elsa Fornero, sublinhou que a destruição que se verificou nos edifícios foi desproporcionada, tendo em conta a magnitude do terramoto.
“É natural que a terra trema, mas não é natural que os edifícios ruam”, disse Fornero, falando aos deputados na camara baixa do parlamento italiano.
Menos intenso mas mais mortífero
Embora este abalo tenha sido quase 100 vezes menos intenso do que o anterior, fez mais do dobro das vítimas mortais.
O centro geológico dos EUA situou o epicentro a 9,6 quilómetros de profundidade, num ponto a 40 quilómetros a norte de Bolonha e a 60 quilómetros a leste de Parma.
Os geólogos americanos não sabem explicar com certeza porque ocorreram dois terramotos na mesma zona e num tão curto espaço de tempo, mas sugerem o fenómeno se pode dever a um possível movimento tectónico que esteja a ocorrer na região dos Alpes.
O sismo de 20 de maio tinha sido descrito pelos serviços italianos de socorro como o mais mortífero a atingir a região desde o século XIV. Além de destruir uma torre de relógio histórica e vários outros edifícios centenários provocou milhões de euros de prejuízos numa região conhecida pelo fabrico de queijo parmesão. Antes de 20 de Maio, o último terramoto com uma magnitude semelhante na zona tinha sido em 1501.
Nas localidades de Mirandola, Finale Emilia, San Felice e Cavezzo, muitos edifícios que tinham ficado danificados no abalo de 20 de maio acabaram por desabar completamente. As equipas de socorro procuram ainda possíveis vítimas soterradas entre os escombros.
Fábricas, armazéns, igrejas e vários edifícios históricos ruíram naquela que é uma das áreas mais produtivas de Itália em termos industriais e agrícolas.
Efeitos do sismo sentiram-se numa vasta área
Os efeitos do terramoto estenderam-se de Piedemonte no noroeste de Itália até Veneza, no nordeste do país, tendo sido sentido também em Milão e Bolonha e mais a norte junto à fonteira austríaca.
O primeiro abalo foi seguido por várias réplicas que, em alguns casos, alcançaram uma magnitude de 5.0. e voltaram a provocar cenas de pânico entre as populações locais.
Milhares de chamadas para os serviços de emergência bloquearam a rede telefónica, que em certos casos, deixou completamente de funcionar.
Os edifícios mais altos e as escolas foram evacuados numa larga zona que se estende até Milão. O tráfego ferroviário foi interrompido em algumas áreas, como nas linhas que ligam Bolonha a outras cidades do norte. As equipas técnicas procuram sinais de danos estruturais.
Chefe do governo italiano promete ajuda às vítimas
O primeiro-ministro italiano, Mario Monti, prometeu ajuda às populações afetadas.
“Gostaria de prometer a todos que o estado Italiano fará tudo o que for preciso e possível, no mais curto espaço de tempo, para garantir o regresso à normalidade nesta área, que é tão especial, tão importante, tão produtiva para a Itália”, disse Monti numa conferência de imprensa apressadamente organizada.
A ministra italiana do Trabalho, Elsa Fornero, sublinhou que a destruição que se verificou nos edifícios foi desproporcionada, tendo em conta a magnitude do terramoto.
“É natural que a terra trema, mas não é natural que os edifícios ruam”, disse Fornero, falando aos deputados na camara baixa do parlamento italiano.
Menos intenso mas mais mortífero
Embora este abalo tenha sido quase 100 vezes menos intenso do que o anterior, fez mais do dobro das vítimas mortais.
O centro geológico dos EUA situou o epicentro a 9,6 quilómetros de profundidade, num ponto a 40 quilómetros a norte de Bolonha e a 60 quilómetros a leste de Parma.
Os geólogos americanos não sabem explicar com certeza porque ocorreram dois terramotos na mesma zona e num tão curto espaço de tempo, mas sugerem o fenómeno se pode dever a um possível movimento tectónico que esteja a ocorrer na região dos Alpes.
O sismo de 20 de maio tinha sido descrito pelos serviços italianos de socorro como o mais mortífero a atingir a região desde o século XIV. Além de destruir uma torre de relógio histórica e vários outros edifícios centenários provocou milhões de euros de prejuízos numa região conhecida pelo fabrico de queijo parmesão. Antes de 20 de Maio, o último terramoto com uma magnitude semelhante na zona tinha sido em 1501.