Número de desaparecidos das cheias na província angolana de Benguela sobe para 31
O número de desaparecidos das cheias na província angolana de Benguela subiu de 11 para 31, mantendo-se o registo de 19 mortos, segundo o último balanço do Serviço de Proteção Civil e Bombeiros.
A província de Benguela registou fortes chuvas este mês, que provocaram o rompimento do dique do rio Cavaco, causando inundações que deixaram desalojadas mais de 8.000 famílias, tendo sido resgatadas 3.624 pessoas.
No balanço feito na VII reunião da Comissão Provincial de Proteção Civil apontou-se ainda que as enxurradas provocaram a destruição de 1.540 residências, estragos em 3.871 casas e 2.586 inundações, segundo os dados divulgados na página do Governo Provincial de Benguela.
De acordo com os dados, as zonas de Calomanga e Kapiandalo continuam a ser as mais afetadas.
Relativamente às infraestruturas, foi confirmada a destruição de uma ponte e danos parciais de outra na Estrada Nacional 260, situação que condicionou a circulação, estando em curso trabalhos para reposição da mobilidade.
"No plano operacional, as autoridades informaram que os trabalhos de assistência técnica decorrem a bom ritmo, com ações de limpeza dos bairros, reparação de estruturas e regresso gradual das famílias às suas residências", lê-se na nota.
Para a população, foi lançado o alerta para o risco de contaminação nas praias, devido à presença de coliformes fecais, apelando também que se evite "a propagação de informações falsas, sobretudo sobre alegadas chuvas no interior".
"A província entra agora numa fase de recuperação, embora continue a exigir atenção redobrada das autoridades e da população face aos impactos causados pelas cheias", acrescentou-se no documento.