Mundo
Obama lança candidatura a segundo mandato na Casa Branca
Como em 2008, Barack Obama volta a fazer da Internet o ponto de partida para a candidatura a um segundo mandato de quatro anos na Casa Branca. Com recurso a um vídeo e a uma mensagem de correio electrónico destinada a apoiantes de base, o Presidente dos Estados Unidos propôs-se hoje entrar na corrida às eleições de 2012 sem “extravagâncias”, mesmo que a sua equipa esteja a contar com um financiamento histórico.
A 20 meses das presidenciais norte-americanas, Obama oficializa a sua entrada na corrida com a apresentação de documentos à Comissão Federal que tutela as eleições. Mas é na Internet que a recandidatura do 44.º Presidente dos Estados Unidos começa a ganhar forma - através de um vídeo de dois minutos e dez segundos intitulado “Começa Connosco”, em que é apresentada uma sequência de testemunhos de apoiantes, e de uma mensagem de e-mail a propagar pelas suas bases de apoio.
“Estamos a fazer isto porque a política em que acreditamos não começa com anúncios caros na televisão ou extravagâncias, mas com vocês – com pessoas que se organizam quarteirão a quarteirão, conversando com vizinhos, colegas e amigos”, proclama a mensagem assinada por Obama.
Numa altura em que o campo republicano tarda em produzir candidaturas oficiais para as primárias, o atual inquilino da Casa Branca dirige-se, uma vez mais, às chamadas grass-roots de pendor democrata, exortando as bases a “proteger os progressos alcançados” desde a tomada de posse, em janeiro de 2009: “Precisarei de vós para estabelecer o nosso plano e criar um campanha que vá mais longe, mais concentrada e mais inovadora do que tudo aquilo que construímos até agora”.
Obama pode recusar as “extravagâncias” e até prometer encabeçar a campanha mais “inovadora” de sempre. Mas dificilmente conseguirá capturar o grau de entusiasmo que conseguiu em 2008, quando, na qualidade de senador pelo Estado do Illinois, angariou 750 milhões de dólares – uma fatia de 25 por cento dessa verba sem precedentes proveio de modestos donativos de jovens eleitores rendidos ao estribilho “Yes we can”. Agora deixou de ser uma carta fora do baralho.
Mil milhões de dólares
Já no plano do dinheiro, a “autoridade presidencial” poderá valer a Barack Obama o maior financiamento da história política da América, com ou sem o aparecimento de um candidato republicano de peso. Nos corredores de Washington, fala-se de mil milhões de dólares ou mais. “Está definitivamente ao alcance”, estima, em declarações à agência Reuters, o diretor executivo do Instituto de Financiamento de Campanhas, uma estrutura independente com sede na capital dos Estados Unidos.
Só na passada terça-feira, durante um evento de angariação de verbas num restaurante de Nova Iorque, Obama recolheu 1,5 milhões de dólares para os cofres do Comité Nacional Democrático.
Igualmente ouvido pela Reuters, o professor de gestão política Christopher Arterton, um académico da Universidade George Washington que é também consultor do flanco democrata, explica, por outro lado, onde reside a diferença entre 2008 e 2012 no capítulo da projeção mediática: “Em 2008, ele era um candidato insurreto, alguém saído de nenhures com uma história totalmente diferente. E a campanha de Obama era tanto uma cruzada como uma campanha tradicional para a Presidência”.
Os números mais recentes da economia norte-americana têm permitido ao Presidente navegar em águas mais serenas, no que toca aos índices de aprovação. Mas a agulha da opinião pública norte-americana pode pender rapidamente para os conservadores. Basta que a situação na Líbia – uma frente de guerra que a Administração democrata somou ao Iraque e ao Afeganistão – perdure no tempo, ou que os preços dos combustíveis continuem a trepar.
“Estamos a fazer isto porque a política em que acreditamos não começa com anúncios caros na televisão ou extravagâncias, mas com vocês – com pessoas que se organizam quarteirão a quarteirão, conversando com vizinhos, colegas e amigos”, proclama a mensagem assinada por Obama.
Numa altura em que o campo republicano tarda em produzir candidaturas oficiais para as primárias, o atual inquilino da Casa Branca dirige-se, uma vez mais, às chamadas grass-roots de pendor democrata, exortando as bases a “proteger os progressos alcançados” desde a tomada de posse, em janeiro de 2009: “Precisarei de vós para estabelecer o nosso plano e criar um campanha que vá mais longe, mais concentrada e mais inovadora do que tudo aquilo que construímos até agora”.
Obama pode recusar as “extravagâncias” e até prometer encabeçar a campanha mais “inovadora” de sempre. Mas dificilmente conseguirá capturar o grau de entusiasmo que conseguiu em 2008, quando, na qualidade de senador pelo Estado do Illinois, angariou 750 milhões de dólares – uma fatia de 25 por cento dessa verba sem precedentes proveio de modestos donativos de jovens eleitores rendidos ao estribilho “Yes we can”. Agora deixou de ser uma carta fora do baralho.
Mil milhões de dólares
Já no plano do dinheiro, a “autoridade presidencial” poderá valer a Barack Obama o maior financiamento da história política da América, com ou sem o aparecimento de um candidato republicano de peso. Nos corredores de Washington, fala-se de mil milhões de dólares ou mais. “Está definitivamente ao alcance”, estima, em declarações à agência Reuters, o diretor executivo do Instituto de Financiamento de Campanhas, uma estrutura independente com sede na capital dos Estados Unidos.
Só na passada terça-feira, durante um evento de angariação de verbas num restaurante de Nova Iorque, Obama recolheu 1,5 milhões de dólares para os cofres do Comité Nacional Democrático.
Igualmente ouvido pela Reuters, o professor de gestão política Christopher Arterton, um académico da Universidade George Washington que é também consultor do flanco democrata, explica, por outro lado, onde reside a diferença entre 2008 e 2012 no capítulo da projeção mediática: “Em 2008, ele era um candidato insurreto, alguém saído de nenhures com uma história totalmente diferente. E a campanha de Obama era tanto uma cruzada como uma campanha tradicional para a Presidência”.
Os números mais recentes da economia norte-americana têm permitido ao Presidente navegar em águas mais serenas, no que toca aos índices de aprovação. Mas a agulha da opinião pública norte-americana pode pender rapidamente para os conservadores. Basta que a situação na Líbia – uma frente de guerra que a Administração democrata somou ao Iraque e ao Afeganistão – perdure no tempo, ou que os preços dos combustíveis continuem a trepar.