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ONU cria missão de emergência para combater a epidemia de ébola

ONU cria missão de emergência para combater a epidemia de ébola

Nova Iorque, 18 set (Lusa) -- As Nações Unidas anunciaram hoje a criação de uma missão de emergência para combater o Ébola com a função de coordenar todos os esforços internacionais para lutar contra a epidemia da doença em África.

Lusa /

O anúncio foi feito pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, durante a reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas convocada especialmente para analisar a epidemia do Ébola na África Ocidental.

"Decidi estabelecer uma missão de saúde de emergência das Nações Unidas, combinando a perspetiva estratégica da Organização Mundial de Saúde com uma capacidade de logística e operativa muito firme", afirmou.

A Missão das Nações Unidas para a Resposta de Emergência contra o Ébola (UNMEER, em inglês) vai enviar equipas avançadas para os países afetados antes do final deste mês, sublinhou o secretário-geral da ONU.

Esta missão terá cinco prioridades: travar a epidemia, assistir os infetados, garantir a prestação de serviços básicos, preservar a estabilidade sanitária e prevenir futuras epidemias.

"Esta situação sem precedentes requer medidas sem precedentes para salvaguardar a paz e a segurança", afirmou Ban Ki-moon, no discurso realizado no início da sessão no Conselho de Segurança.

Este órgão da ONU, que tem a maior capacidade de decisão e que se reúne fundamentalmente para analisar as principais ameaças para a segurança mundial, só foi convocado anteriormente duas vezes para analisar um tema de saúde.

Ban Ki-moon disse que as duas ocasiões anteriores foram para analisar a epidemia da Sida e, como agora com o Ébola, examinar as "implicações para a segurança de um tema de saúde pública".

De acordo com os dados mais recentes, a epidemia do Ébola já provocou mais de 2.600 mortos e mais de 5.000 pessoas infetadas pelo vírus.

"A crise do Ébola evolui para uma emergência complexa, com importantes dimensões políticas, sociais, económicas, humanitárias e de segurança", disse.

Sobre a epidemia do Ébola, declarou que "é a maior já vista no mundo".

"O número de casos duplica a cada três semanas. Somente na Libéria, agora há mais casos do que em quatro décadas de história da doença", referiu.

O responsável descreveu as ações que os vários países anunciaram para cooperar na luta contra a epidemia.

"Nenhum governo pode gerir esta crise por si só. A ONU também não o pode fazer sozinha", assegurou Ban Ki-moon.

 

 

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