ONU é a estrutura idónea para missões internacionais

ONU é a estrutura idónea para missões internacionais

O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, defendeu hoje a organização mundial, actualmente alvo de críticas, afirmando ser "a estrutura idónea para conduzir" as missões multinacionais.

Agência LUSA /

Num comentário publicado no Wall Street Journal, Annan apontou como exemplo operações de socorro levadas a cabo nos países asiáticos afectados pelos tsunamis de 26 de Dezembro do ano passado, que fizeram mais de 288.000 mortos.

"Todos, incluindo os Estados Unidos - escreveu -, reconhecem que, tanto nos casos graves como nos de menor gravidade (Ó), a ONU é a estrutura idónea para assumir o controlo (das operações), porque ela pertence a todos".

"Uma ONU forte é de uma importância vital para a Humanidade", acrescentou.

A ONU está a ser abalada por dois escândalos - o do programa Petróleo por Alimentos, no qual está envolvido Kojo, o filho de Annan, e o das agressões sexuais protagonizadas por responsáveis da organização.

Recentemente, vários parlamentares norte-americanos exigiram a demissão do secretário-geral.

No domingo, o Alto Comissário da ONU para os Refugiados, o holandês Ruud Lubbers, apresentou a demissão, na sequência de acusações de assédio sexual.

Apesar de admitir que a organização internacional "está longe de ser perfeita", Annan frisou que algumas acusações no caso do programa Petróleo por Alimentos foram "exageradas" e que, na investigação conduzida pela comissão dirigida pelo ex-presidente do banco central norte-americano, Paul Volcker, "algumas das afirmações foram exageradas (Ó) e revelaram-se falsas".

"Sou, no entanto, o primeiro a admitir que falhas perturbadoras e reais - erros éticos e uma gestão laxista - foram trazidas a público", indicou o secretário-geral, declarando-se disposto a levar a cabo as reformas recomendas pelo relatório de Paul Volcker.

Annan mostrou-se ainda "mais chocado" com o caso da exploração e agressões sexuais por parte dos soldados da ONU, responsáveis da ONU no Congo e noutros países africanos, admitindo que a reacção da organização e dos seus membros "foi demasiado lenta".

"Ao longo dos meus oito anos à frente da ONU, já fiz muito - com o apoio dos Estados membros e, muitas vezes, dos Estados Unidos - para que a ONU seja mais coerente e eficaz. Agora, devemos torná-la mais transparente e mais responsável - não apenas em relação aos diplomatas, mas também em relação ao público", advogou.

ANC.


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