ONU pede libertação imediata de Aung San Suu Kyi após amnistia em Myanmar
O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos apelou hoje à libertação "imediata" e "incondicional" da ex-líder birmanesa Aung San Suu Kyi, após uma amnistia decretada pela junta militar ter reduzido parcialmente a pena.
"Todos os detidos injustamente desde o golpe de 2021 - incluindo a conselheira de Estado Aung San Suu Kyi - devem ser libertados imediata e incondicionalmente", disse Volker Türk.
A pena de prisão da antiga líder de Myanmar foi reduzida hoje, no quadro de uma amnistia geral anunciada pelas autoridades militares, segundo uma fonte próxima do processo.
A medida foi decretada pelo presidente da junta militar, Min Aung Hlaing, e prevê a redução em um sexto de todas as penas inferiores a 40 anos.
A mesma fonte indicou que a decisão "também se aplica" a Aung San Suu Kyi, que se encontra detida desde o golpe de Estado de 2021 que derrubou o seu Governo eleito.
A ex-líder, de 80 anos, laureada com o Prémio Nobel da Paz em 1991, cumpre atualmente uma pena de 27 anos de prisão em local não divulgado.