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Organização Aga Khan recolhe cerca de 20 toneladas de bens para Moçambique

Organização Aga Khan recolhe cerca de 20 toneladas de bens para Moçambique

A organização Aga Khan recolheu cerca de 20 toneladas de bens de primeira necessidade em Lisboa para enviar para Moçambique, devido às cheias que assolam o país desde outubro e já afetaram 700.000 pessoas. 

Lusa /

"A Rede Aga Khan para o Desenvolvimento, o Ismaili Imamat - organização liderada pela Príncipe Aga Khan - e a comunidade ismaili de Portugal e de Moçambique, lançaram um plano de ajuda urgente às populações afetadas pelas cheias no norte daquele país", refere a entidade, em comunicado.

Assim, foram recolhidas cerca de 20 toneladas de material, "incluindo alimentos, roupa e outros bens essenciais, de acordo com as necessidades identificadas previamente pelas autoridades moçambicanas", acrescentou a organização.

Os bens recolhidos serão enviados de Lisboa para Moçambique através de uma operação conjunta entre os Governos português e moçambicano, referiu.

Por sua vez, em Moçambique, a comunidade ismaili local já se mobilizou também para preparar milhares de `kits` de higiene e alimentação, "estando nesta altura a ser preparado um plano de distribuição para fazer chegar esta ajuda, juntamente com os bens que serão enviados de Portugal, às regiões do país mais atingidas pelas cheias", indicou.

"A Rede Aga Khan para o Desenvolvimento (AKDN) é uma iniciativa (...) em prol da melhoria da qualidade de vida humana" que está presente em Moçambique desde 1998, contextualizou a organização no comunicado.

O príncipe Karim Aga Khan IV - que escolheu Lisboa como capital espiritual - foi o fundador da AKDN e o 49.º Imam hereditário (líder espiritual) dos muçulmanos xiitas ismailis. Morreu em fevereiro de 2025

Sucedeu-lhe o príncipe Rahim Aga Khan V, atual Presidente da Rede Aga Khan para o Desenvolvimento.

De acordo com a base de dados do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), a que a Lusa teve acesso e com dados até às 14:00 (12:00 de Lisboa) de hoje, as cheias que se registam em vários pontos do país já afetaram 699.924 pessoas, equivalente a 165.494 famílias, ainda com 15 mortos - mais um face a terça-feira -, 3.527 casas parcialmente destruídas, 794 totalmente destruídas e 165.946 inundadas.

Os dados do INGD referem ainda 45 feridos e, agora, 10 desaparecidos na sequência destas cheias, desde 07 de janeiro, numa altura em que famílias ainda aguardam socorro no sul de Moçambique.

Desde o início da época das chuvas, em outubro, incluindo as últimas semanas de cheias, há registo de 139 mortos, além de 148 feridos e de 820.802 pessoas afetadas, segundo os dados do INGD.

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