Padres sul-coreanos vão celebrar missa na Semana Santa em Pyongyang
Seul, 08 dez (Lusa) -- Padres sul-coreanos vão celebrar pela primeira vez no próximo ano uma missa da Semana Santa na Coreia do Norte depois de o regime de Pyongyang ter aceitado o pedido da Conferência Episcopal de Seul.
O anúncio chegou depois de o arcebispo de Gwangju e presidente da Conferência Episcopal sul-coreana, Higinio Kim Hee-joong, ter viajado para a Coreia do Norte na semana passada para formular o pedido às autoridades do regime de Kim Jong-un.
"A resposta foi positiva", indicou à agência Efe uma porta-voz da Conferência Episcopal em Seul, pelo que, se não houver incidentes, os sacerdotes sul-coreanos poderão celebrar uma missa conjunta com padres do Norte na Catedral de Changchung, em Pyongyang, a única igreja católica que existe no país.
O líder dos católicos sul-coreanos também pediu ao Governo da Coreia do Norte para que se possam celebrar missas conjuntas de forma regular em Pyongyang, pelo menos quatro vezes ao ano, disse a porta-voz.
A Conferência Episcopal mostrou-se otimista em relação a este pedudo, assegurando que as autoridades norte-coreanas demonstraram vontade de cooperar.
Nunca antes sacerdotes sul-coreanos viajaram para a Coreia do Norte para oficiar missas conjuntas na Semana Santa, destacou a mesma responsável.
A Coreia do Sul conta com mais de cinco milhões de católicos (10,9% da população), que ocupam o terceiro lugar na lista de credos, a seguir aos budistas e aos protestantes, num país de 50 milhões de habitantes em que metade são agnósticos ou ateus, segundo as mais recentes estatísticas oficiais, que datam de 2005.
Na Coreia do Norte, a Constituição garante a liberdade de culto e existem igrejas supervisionadas pelo Estado em Pyongyang, mas os norte-coreanos que deixam o país asseguram que o regime reprime duramente qualquer tipo de prática religiosa.