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Palestina retira candidatura na ONU após alegada ameaça dos EUA de revogar vistos

Palestina retira candidatura na ONU após alegada ameaça dos EUA de revogar vistos

A Palestina retirou hoje a sua candidatura à vice-presidência da Assembleia-Geral da ONU, após, segundo a cadeia NPR, os Estados Unidos ameaçarem revogar os vistos de funcionários da missão palestiniana nas Nações Unidas caso não desistisse da corrida.

Lusa / Adicionar como fonte informativa

"Informamos que a nomeação do Estado da Palestina para uma posição de vice-presidente da Assembleia-Geral da ONU para a 81.ª sessão foi retirada", confirmou hoje Neice Collins, porta-voz da presidente da Assembleia-Geral, num e-mail enviado às redações.

A controvérsia surgiu após um memorando interno do Departamento de Estado dos Estados Unidos, obtido pela NPR, instruir diplomatas norte-americanos a pressionarem as autoridades palestinianas para que retirassem a sua candidatura ou enfrentariam a possível revogação dos vistos da sua delegação na ONU.

Um dos motivos da mensagem do Departamento de Estado, ainda segundo a NPR, é que Washington acredita que o representante palestiniano na ONU, Riyad Mansour, tem um "histórico de acusações de genocídio contra Israel" e que a sua candidatura a este cargo de alto escalão na ONU "alimenta tensões" e prejudica o plano de paz do Presidente norte-americano, Donald Trump, para Gaza.

Questionado sobre o assunto, Stéphane Dujarric, porta-voz do secretário-geral da ONU, salientou hoje que a delegação palestiniana é membro observador permanente da ONU e, portanto, "deveria ter acesso a Nova Iorque, viajar para Nova Iorque e trabalhar em Nova Iorque".

"Tudo isso está previsto no Acordo com o País Anfitrião e não gostaríamos de ver qualquer alteração nesse sentido", acrescentou o porta-voz de António Guterres.

Segundo alguns meios de comunicação, esta não é a primeira vez que a Palestina retira a sua candidatura a um cargo na ONU após sofrer pressão.

A representação palestiniana nas Nações Unidas funciona como uma missão permanente de observação, uma vez que a Palestina tem o estatuto de Estado observador, e não de Estado-membro pleno.

Após a retirada da Palestina, o Líbano apresentou a sua candidatura para um dos 21 cargos de vice-presidente na Assembleia-Geral das Nações Unidas.

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