Papa diz que bem-estar dos venezuelanos e soberania do país devem prevalecer

O Papa Leão XIV defendeu hoje que o bem-estar dos venezuelanos deve prevalecer após a captura do Presidente Nicolás Maduro e apelou para que se "garanta a soberania" da Venezuela.

Lusa /

"O bem-estar do querido povo venezuelano deve prevalecer sobre qualquer outra consideração e levar à superação da violência e ao compromisso com os caminhos da justiça e da paz, garantindo a soberania do país", declarou o Papa, de nacionalidade americana, após a oração do Angelus na Praça de São Pedro, em Roma.

Leão XIV falava a propósito da confirmação, no sábado, pelo Presidente dos Estados Unidos, de que as forças armadas norte-americanas realizaram "com êxito, um ataque em grande escala" em solo venezuelano e que Maduro e mulher, Cilia Flores, foram detidos, na residência presidencial em Caracas.

O Governo venezuelano denunciou a "gravíssima agressão militar" dos Estados Unidos e decretou o estado de exceção, enquanto o Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou que irá governar o país até se concluir uma transição de poder.

Trump admitiu uma segunda ofensiva contra o país se for necessário.

O Presidente venezuelano foi transportado para Nova Iorque, onde deverá comparecer, nos próximos dias, num tribunal federal para responder a acusações de narcoterrorismo, segundo as agências internacionais.

A comunidade internacional tem-se dividido entre a condenação aos Estados Unidos e saudações pela queda de Maduro e o secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou "profunda preocupação" com a recente "escalada de tensão na Venezuela", alertando que a ação militar dos Estados Unidos poderá ter "implicações preocupantes" para a região.

Maduro passou a primeira noite detido no Metropolitan Detention Center, uma prisão federal de Brooklyn, em Nova Iorque, onde enfrenta acusações de alegado envolvimento em tráfico de droga e corrupção, enquanto a sua vice-presidente, Delcy Rodríguez, recebeu uma ordem do Supremo Tribunal venezuelano para assumir a presidência interina do país.

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