Mundo
Papa Leão XIV denuncia fosso entre ricos e pobres durante visita ao Mónaco
Leão XIV é o primeiro papa a visitar o principado em quase 500 anos.
O papa chegou ao Mónaco este sábado. O principado é um dos poucos países europeus onde o catolicismo é a religião do Estado.
A visita inclui um encontro privado no palácio com o príncipe Alberto e a princesa Charlene, um encontro com a comunidade católica na catedral e uma missa.
O cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado, numa entrevista aos meios de comunicação do Vaticano, manifestou a esperança de que "esta viagem dê um novo impulso à missão da Igreja local, consolidando o compromisso comum em frentes urgentes como a proteção da criação, a defesa da vida e a promoção da solidariedade internacional, sem esquecer os mais vulneráveis".
Já no Mónaco, que é muito marcado pelas vidas luxuosas, o papa denunciou o aprofundamento dos "abismos entre pobres e ricos".
Numa intervenção em francês a partir da varanda do Palácio do Príncipe, perante Alberto II e os principais dignitários monagascos, Leaão XIV criticou "as configurações injustas do poder, as estruturas de pecado que aprofundam abismos entre pobres e ricos, entre privilegiados e rejeitados, entre amigos e inimigos".
"Cada talento, cada oportunidade, cada bem colocado nas nossas mãos tem um destino universal, um dever intrínseco de não ser retido, mas redistribuído, para que a vida de todos seja melhor", acrescentou, neste micro-Estado da Riviera francesa, que se orgulha das suas numerosas instituições e fundações de caridade.
"Viver aqui é para alguns um privilégio e uma chamada específica para refletir sobre o seu próprio lugar no mundo", sublinhou.
"O dom da pequenez [...] compromete a vossa riqueza ao serviço do direito e da justiça, sobretudo num momento histórico em que a demonstração de força e a lógica da omnipotência ferem o mundo e comprometem a paz", acrescentou, numa referência clara aos conflitos que se multiplicam em todo o mundo.
Pouco antes do discurso do papa, o príncipe Alberto II tinha também destacado a existência de um "imperativo de solidariedade por parte de quem tem mais meios".
"Como Vossa Santidade, sabemos igualmente que os pequenos Estados podem contribuir para a melhoria do mundo, desde que sejam fiéis aos seus valores e fortes na sua determinação", reforçou.
O Vaticano e Mónaco são dois dos menores Estados do mundo em termos de superfície.
Trata-se da segunda viagem apostólica internacional do papa Leão XIV, sendo a primeira de um papa ao Mónaco na época moderna, uma vez que apenas há registo de que, em 1538, Paulo III tenha passado por este território no regresso do Congresso de Nice.
Numa intervenção em francês a partir da varanda do Palácio do Príncipe, perante Alberto II e os principais dignitários monagascos, Leaão XIV criticou "as configurações injustas do poder, as estruturas de pecado que aprofundam abismos entre pobres e ricos, entre privilegiados e rejeitados, entre amigos e inimigos".
"Cada talento, cada oportunidade, cada bem colocado nas nossas mãos tem um destino universal, um dever intrínseco de não ser retido, mas redistribuído, para que a vida de todos seja melhor", acrescentou, neste micro-Estado da Riviera francesa, que se orgulha das suas numerosas instituições e fundações de caridade.
"Viver aqui é para alguns um privilégio e uma chamada específica para refletir sobre o seu próprio lugar no mundo", sublinhou.
"O dom da pequenez [...] compromete a vossa riqueza ao serviço do direito e da justiça, sobretudo num momento histórico em que a demonstração de força e a lógica da omnipotência ferem o mundo e comprometem a paz", acrescentou, numa referência clara aos conflitos que se multiplicam em todo o mundo.
Pouco antes do discurso do papa, o príncipe Alberto II tinha também destacado a existência de um "imperativo de solidariedade por parte de quem tem mais meios".
"Como Vossa Santidade, sabemos igualmente que os pequenos Estados podem contribuir para a melhoria do mundo, desde que sejam fiéis aos seus valores e fortes na sua determinação", reforçou.
O Vaticano e Mónaco são dois dos menores Estados do mundo em termos de superfície.
Trata-se da segunda viagem apostólica internacional do papa Leão XIV, sendo a primeira de um papa ao Mónaco na época moderna, uma vez que apenas há registo de que, em 1538, Paulo III tenha passado por este território no regresso do Congresso de Nice.
O cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado, numa entrevista aos meios de comunicação do Vaticano, manifestou a esperança de que "esta viagem dê um novo impulso à missão da Igreja local, consolidando o compromisso comum em frentes urgentes como a proteção da criação, a defesa da vida e a promoção da solidariedade internacional, sem esquecer os mais vulneráveis".
c/ Lusa