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Parasita. Estados Unidos enfrentam surto recorde de infeções intestinais
Mais de metade dos estados norte-americanos estão a enfrentar um surto de doenças gastrointestinais causadas por um parasita transmitido por alimentos, informou na terça-feira a principal agência de saúde do país.
Quase 7.000 casos confirmados ou suspeitos de ciclosporíase, uma infeção causada por um parasita microscópico, foram relatados até à data em 34 dos 50 estados norte-americanos, de acordo com os Centros de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC).
Esta doença "é transmitida quando as pessoas consomem alimentos ou água contaminados com o parasita, geralmente frutas e legumes frescos que não foram lavados ou cozinhados adequadamente", explicou Gwen Biggerstaff, diretora assistente da Divisão de Doenças Transmitidas por Alimentos do CDC. Os sintomas podem variar, desde diarreia explosiva, perda de apetite, febre ou vómitos, podendo durar desde alguns dias até várias semanas.
A infeção "pode também levar a uma síndrome recorrente, com os sintomas a desaparecerem e a reaparecerem", alerta a Associação Médica Americana.
Desde 1 de maio, foram confirmados 1.645 casos de ciclosporíase nos Estados Unidos, e mais de 5.100 casos adicionais estão a ser investigados, informou o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA na terça-feira — um aumento acentuado em comparação com os últimos anos.
As autoridades de Michigan, o estado do norte onde foi registada a maioria dos casos, suspeitam de contaminação através de saladas e alface.
A famosa cadeia de fast-food Taco Bell também está sob investigação das autoridades de saúde, segundo o Washington Post.
Esta doença "é transmitida quando as pessoas consomem alimentos ou água contaminados com o parasita, geralmente frutas e legumes frescos que não foram lavados ou cozinhados adequadamente", explicou Gwen Biggerstaff, diretora assistente da Divisão de Doenças Transmitidas por Alimentos do CDC. Os sintomas podem variar, desde diarreia explosiva, perda de apetite, febre ou vómitos, podendo durar desde alguns dias até várias semanas.
A infeção "pode também levar a uma síndrome recorrente, com os sintomas a desaparecerem e a reaparecerem", alerta a Associação Médica Americana.
Desde 1 de maio, foram confirmados 1.645 casos de ciclosporíase nos Estados Unidos, e mais de 5.100 casos adicionais estão a ser investigados, informou o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA na terça-feira — um aumento acentuado em comparação com os últimos anos.
Um surto crescente no Michigan e no Ohio também foi associado a casos na Virgínia Ocidental e no Kentucky, informou a agência.
Desde o início de maio, foram identificados casos em 34 estados. As autoridades federais de saúde afirmaram que existem várias investigações em curso, algumas relacionadas com o grande surto no Centro-Oeste, outras envolvendo estados específicos e outras ainda envolvendo casos ainda não ligados a qualquer foco de contágio.
De acordo com os dados disponíveis para o CDC, aproximadamente um em cada 11 casos necessitou de hospitalização. Não foram notificadas mortes.
A atividade da Cyclospora tende a aumentar durante a primavera e o verão, mas o número de casos confirmados desde 1 de maio já é mais de seis vezes superior ao que era nesta mesma altura do ano passado, de acordo com um alerta de saúde emitido pelo CDC. Se forem incluídos os mais de 7.000 casos possíveis que foram confirmados ou estão sob investigação, o total deste ano é 27 vezes superior ao total do ano passado nesta mesma altura.
As autoridades de Michigan, o estado do norte onde foi registada a maioria dos casos, suspeitam de contaminação através de saladas e alface.
A famosa cadeia de fast-food Taco Bell também está sob investigação das autoridades de saúde, segundo o Washington Post.
Esta explosão de casos de ciclosporíase reacendeu as críticas aos despedimentos em massa realizados no ano passado pela administração Trump nas agências federais de saúde, com o CDC a perder notavelmente um grande número de especialistas e a ter de reduzir o âmbito de uma das suas redes de vigilância de agentes patogénicos transmitidos por alimentos.
c/agências