Parceria estratégica lançada em Lisboa aproxima marinha brasileira das europeias

Parceria estratégica lançada em Lisboa aproxima marinha brasileira das europeias

A parceria estratégica entre União Europeia e Brasil que hoje foi lançada em Lisboa vai permitir uma aproximação maior das Marinhas da Europa e do Brasil, afirmou o comandante da Marinha brasileira.

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"Nós sempre tivemos um relacionamento muito grande com as Marinhas europeias através de Portugal, que foi a nossa porta de entrada na NATO. Há um interesse real da Marinha do Brasil de operar com as Marinhas da NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte)", destacou o almirante Júlio Soares de Moura Neto aos jornalistas estrangeiros.

O Almirante disse que a maior prioridade actualmente da Marinha do Brasil (MB) é o programa de reapetrechamento, que inclui a aquisição de um submarino convencional, modernização dos outros cinco que o país possui, construção de navios e compra de helicópteros.

A primeira etapa do projecto está orçada em 5.700 milhões de reais (2.200 milhões de euros), dos quais 770 milhões de euros devem ser destinados à ampliação e modernização da frota brasileira de submarinos.

Segundo Moura Neto, o governo brasileiro ainda não decidiu se o novo submarino da frota será o IKL (Ingenieur Kontor Lübeck), de origem alemã, ou o Scorpène, da França.

O comandante da MB destacou que o aumento do território marítimo brasileiro é "mote mais forte" para o reapetrechamento da Marinha.

O Brasil reclama junto das Nações Unidas aumentar as suas águas territoriais em 900 mil quilómetros quadrados.

Com o acréscimo, as águas sob jurisdição brasileira ficariam com 4,5 milhões de quilómetros quadrados, área da mesma dimensão da Floresta Amazónica e por isso chamada "Amazónia Azul".

Da extensão pretendida, a ONU já deu "luz verde" para 700 mil quilómetros quadrados, mas a Marinha insiste em obter toda a área reivindicada.

"Esta é a última fronteira do Brasil que não está perfeitamente limitada. É importante que o Brasil não abra mão de nenhum território que considere seu", sublinhou o Almirante Moura Neto.

O Brasil possui interesses importantes na área que está a ser requisitada, como a exploração de petróleo e gás, por exemplo, já que cerca de 85 por cento do petróleo que o país consome é retirado actualmente do mar.


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