Parlamento venezuelano e oposicionistas apoiados pelos EUA discutem transição
O parlamento venezuelano e um grupo de opositores, apoiados pelos Estados Unidos (EUA), que integraram o poder legislativo em 2015, anunciaram um plano de trabalho para promover a democracia no país, que vive uma tragédia pelos recentes terramotos.
As conversações começaram em 18 de junho, quando o presidente da Assembleia Nacional (AN), Jorge Rodríguez, se reuniu com Dinorah Figuera, que defende a continuação do parlamento eleito em 2015, de maioria oposicionista, que foi enviada pelos EUA.
Mas o processo ficou suspenso devido aos sismos de 24 de junho, que causou pelo menos 4.561 mortos.
A AN publicou nas redes sociais um comunicado assinado também pelo irmão da presidente, Delcy Rodríguez, em que assinala que o plano visa o "fortalecimento da democracia", bem como "enfrentar em conjunto as consequências do duplo sismo".
Por seu lado, o grupo opositor especificou que se trata de "um roteiro para promover a estabilidade, a democracia e a recuperação nacional", para começar "a construção de uma nova etapa que abrirá caminho a uma Venezuela de progresso e liberdades".
O plano dará prioridade "ao fortalecimento das instituições democráticas, do sistema eleitoral e ao restabelecimento das garantias para a participação política".
Em comunicado, o grupo dos oposicionistas garante: "Reafirmamos o nosso compromisso de continuar a avançar com este roteiro, através de um trabalho técnico e institucional para contribuir para a reconstrução do país".
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, partilhou o comunicado na sua conta pessoal na rede X.
Os oposicionistas agradeceram ao governo dos EUA pelo "seu firme apoio ao povo venezuelano, tanto na resposta imediata à emergência humanitária, como no seu acompanhamento aos esforços orientados para a recuperação do país, a consolidação da estabilidade e o fortalecimento da institucionalidade democrática da Venezuela".