Pelo menos 13 mortos e perto de 600.000 afetados nas cheias dos últimos 15 dias em Moçambique

Pelo menos 13 mortos e perto de 600.000 afetados nas cheias dos últimos 15 dias em Moçambique

Pelo menos 13 pessoas morreram e 585.627 foram afetadas desde 07 de janeiro nas cheias generalizadas que se registam em Moçambique, segundo dados provisórios do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).

Lusa /

De acordo com a base de dados do INGD, consultada pela Lusa e com dados até às 15:30 (13:30 de Lisboa) de hoje, as cheias que se registam em vários pontos do país afetaram o equivalente a 127.486 famílias, com registo de 2.867 casas parcialmente destruídas, 743 totalmente destruídas e 71.560 inundadas.

Os dados do INGD referem ainda dois feridos e quatro desaparecidos na sequência destas cheias, em 15 dias, e numa altura em que centenas de famílias continuam sitiadas, a aguardar resgate, sobretudo no sul de Moçambique.

Desde o início da época das chuvas, em outubro, incluindo as últimas duas semanas de cheias, já morreram 124 pessoas em Moçambique e 723.532 pessoas foram afetadas, segundo o INGD.

Até 16 de janeiro era referido o total de 103 óbitos e 173 mil pessoas afetadas desde o início da época das chuvas em Moçambique (que vai de outubro a abril), avançou nesse dia o Governo, decretando de seguida o alerta vermelho nacional.

Segundo os dados de hoje, estão atualmente ativos 90 centros de acomodação, com 92.792 pessoas, incluindo as 17.524 que tiveram de ser resgatadas. Na nova atualização, contabiliza-se que foram afetadas, desde 07 de janeiro, 150 unidades sanitárias e 146 escolas, três pontes e 1.297 quilómetros de estrada.

No registo do INGD aponta-se ainda para 60.544 hectares de área agrícola afetados, atingindo a atividade de 83.370 agricultores, além da morte de 58.621 cabeças de gado, entre bovinos, caprinos e aves.

Hoje prosseguem ações e tentativas de resgate de centenas de famílias que continuam sitiadas pelas cheias, algumas refugiadas em telhados de casas, sobretudo em Maputo e Gaza, sul de Moçambique, resultado das fortes chuvas, quase ininterruptas desde há vários dias, e que têm levado as barragens, incluindo dos países vizinhos, a realizarem fortes descargas, por falta de capacidade.

Estão envolvidos nestas operações, condicionadas pelo estado do tempo, mais de uma dezena de meios aéreos, incluindo da África do Sul, bem como embarcações privadas e da Marinha de Guerra.

Em Maputo, as estradas Nacional 1, para norte, e Nacional 2, para sul, continuam intransitáveis, devido à subida das águas.

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