Mundo
Guerra na Ucrânia
Pelo menos 17 mortos em bombardeamentos russos a Kiev
Pelo menos 17 pessoas morreram e 44 ficaram feridas na sequência de ataques noturnos intensos lançados pela Rússia contra a região de Kiev, com a Ucrânia a não conseguir intercetar nenhum míssil, segundo as autoridades ucranianas.
Os alertas de ataque aéreo duraram mais de uma hora em toda a capital de três milhões de habitantes, onde a administração militar disse que sete locais foram atingidos num ataque que começou depois da meia-noite.
No relatório diário publicado esta quarta-feira, a Força Aérea ucraniana detalhou que a Rússia lançou um total de 115 drones e 28 mísseis de alta velocidade, incluindo 24 mísseis balísticos e quatro mísseis antinavio.
A Força Aérea ucraniana especificou ainda que abateu 98 destes drones, sem mencionar qualquer míssil, embora Kiev tenha vindo a lamentar há semanas uma grave escassez de munições antimíssil balístico capazes de intercetar tais mísseis.
Os militares russos dispararam quatro mísseis Zircon e 24 mísseis Iskander-M 400, e quatro mísseis antinavio, além de 115 drones, no ataque, que teve como alvo principal a região de Kiev, acrescentou a Força Aérea no seu relatório.Estes projéteis voam a velocidades muito elevadas e só podem ser intercetados pelos sistemas de defesa aérea Patriot, dos quais a Ucrânia possui apenas alguns exemplares e para os quais as munições são escassas, especialmente desde a Guerra Irão-Iraque.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, alertou recentemente para a escassez crítica de mísseis PAC-3, numa altura em que a Rússia intensificou de forma substancial a utilização de armamento balístico, passando de cerca de 200 a 300 mísseis durante todo o ano de 2024 para cerca de 126 lançamentos só no mês de julho de 2026.
Esta quarta-feira, o presidente ucraniano voltou a sublinhar a importância dos intercetores de mísseis balísticos que "poderiam ter salvado vidas".
Segundo os analistas militares, a Rússia aumentou significativamente a utilização de mísseis Patriot, de uns totais estimados de 200 a 300 mísseis para todo o ano de 2024 para aproximadamente 126 só em julho de 2026.De acordo com uma contagem da AFP baseada em dados oficiais, a Ucrânia intercetou menos de um terço deles.
A Rússia e a Ucrânia intensificaram significativamente os ataques aéreos nos últimos meses. Kiev, a capital, é um alvo frequente.
A Ucrânia interceta a maioria dos drones russos graças às tecnologias que desenvolveu desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022, mas depende dos fornecimentos ocidentais para neutralizar os mísseis balísticos.
O Ministério russo da Defesa afirmou ter atingido centros logísticos e de abastecimento em Kiev e arredores, acusando-os de serem utilizados para fins militares.
O presidente da câmara de Kiev, Vitali Klitschko, afirmou que o ataque noturno provocou incêndios em armazéns e áreas de armazenamento, mas os relatos iniciais de que um prédio de apartamentos de 20 andares estava em chamas revelaram-se imprecisos.
A administração militar de Kiev informou que o ataque causou uma fuga de amoníaco que as equipas de emergência estavam a combater.
De acordo com o Serviço Estatal de Emergências da Ucrânia, equipas de resgate continuavam a operar em várias localidades dos distritos de Brovary, Bucha e Fastiv, após o ataque com drones e mísseis.
Em Brovary, o ataque provocou incêndios de grande dimensão em armazéns da cidade e nas aldeias de Velyka Dymerka, Kvitneve e Peremoga.
No distrito de Bucha, bombeiros combatiam incêndios em instalações logísticas em Chayky e Sofiivska Borshchahivka. Todos os feridos foram encaminhados para unidades hospitalares.Rússia abateu 475 drones ucranianos A escalada russa surge na sequência de novas operações anunciadas por Zelensky contra o território russo, após uma campanha de 40 dias iniciada a 25 de junho que visou centros logísticos e refinarias na Rússia.
Esses ataques ucranianos reduziram a capacidade de refinação russa para níveis de 2002 durante o mês de julho. Esta terça-feira, a Ucrânia atacou outro centro logístico da Wildberries, o "Amazon russo", na região de Tula, a 200 quilómetros ao sul de Moscovo, provocando um incêndio de grande dimensão, segundo as autoridades locais.
Segundo o Ministério da Defesa russo, durante a noite as defesas antiaéreas intercetaram e aniquilaram 475 drones ucranianos sobre 16 regiões russas, a Crimeia anexada e os mares Negro e de Azov.
c/agências
No relatório diário publicado esta quarta-feira, a Força Aérea ucraniana detalhou que a Rússia lançou um total de 115 drones e 28 mísseis de alta velocidade, incluindo 24 mísseis balísticos e quatro mísseis antinavio.
A Força Aérea ucraniana especificou ainda que abateu 98 destes drones, sem mencionar qualquer míssil, embora Kiev tenha vindo a lamentar há semanas uma grave escassez de munições antimíssil balístico capazes de intercetar tais mísseis.
Os militares russos dispararam quatro mísseis Zircon e 24 mísseis Iskander-M 400, e quatro mísseis antinavio, além de 115 drones, no ataque, que teve como alvo principal a região de Kiev, acrescentou a Força Aérea no seu relatório.Estes projéteis voam a velocidades muito elevadas e só podem ser intercetados pelos sistemas de defesa aérea Patriot, dos quais a Ucrânia possui apenas alguns exemplares e para os quais as munições são escassas, especialmente desde a Guerra Irão-Iraque.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, alertou recentemente para a escassez crítica de mísseis PAC-3, numa altura em que a Rússia intensificou de forma substancial a utilização de armamento balístico, passando de cerca de 200 a 300 mísseis durante todo o ano de 2024 para cerca de 126 lançamentos só no mês de julho de 2026.
Esta quarta-feira, o presidente ucraniano voltou a sublinhar a importância dos intercetores de mísseis balísticos que "poderiam ter salvado vidas".
"Os intercetores de mísseis balísticos poderiam ter salvado as vidas daqueles que morreram hoje. É essencial que os nossos parceiros compreendam que os atrasos na entrega ou a relutância em fornecer sistemas antimíssil balístico levam precisamente a estas perdas humanas", realçou Zelensky.
Segundo dados oficiais, a Ucrânia consegue atualmente intercetar menos de um terço destes ataques."Até ao momento, 44 pessoas ficaram feridas em consequência do ataque maciço russo a Kiev e à região. Infelizmente, 17 pessoas morreram. Os meus sentimentos às famílias e aos entes queridos", declarou ainda Zelensky na rede social X.
Segundo o presidente ucraniano, os alvos foram sobretudo armazéns pertencentes a empresas civis. Houve também ataques a infraestruturas e a uma estação ferroviária.
"Estes estabelecimentos não têm qualquer relação com a guerra. Incluem uma cervejaria, um armazém de materiais de construção e um centro de logística", acrescentou o líder ucraniano.As of now, 44 people have been reported injured in the massive Russian strike on Kyiv and the Kyiv region. Another 17 people, tragically, were killed. My condolences to their families and loved ones. It was a heavy strike – 24 ballistic missiles, 4 Zircon/Oniks missiles, and… pic.twitter.com/4LoHXXkt8R
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) August 5, 2026
Segundo os analistas militares, a Rússia aumentou significativamente a utilização de mísseis Patriot, de uns totais estimados de 200 a 300 mísseis para todo o ano de 2024 para aproximadamente 126 só em julho de 2026.De acordo com uma contagem da AFP baseada em dados oficiais, a Ucrânia intercetou menos de um terço deles.
A Rússia e a Ucrânia intensificaram significativamente os ataques aéreos nos últimos meses. Kiev, a capital, é um alvo frequente.
A Ucrânia interceta a maioria dos drones russos graças às tecnologias que desenvolveu desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022, mas depende dos fornecimentos ocidentais para neutralizar os mísseis balísticos.
O Ministério russo da Defesa afirmou ter atingido centros logísticos e de abastecimento em Kiev e arredores, acusando-os de serem utilizados para fins militares.
O presidente da câmara de Kiev, Vitali Klitschko, afirmou que o ataque noturno provocou incêndios em armazéns e áreas de armazenamento, mas os relatos iniciais de que um prédio de apartamentos de 20 andares estava em chamas revelaram-se imprecisos.
A administração militar de Kiev informou que o ataque causou uma fuga de amoníaco que as equipas de emergência estavam a combater.
De acordo com o Serviço Estatal de Emergências da Ucrânia, equipas de resgate continuavam a operar em várias localidades dos distritos de Brovary, Bucha e Fastiv, após o ataque com drones e mísseis.
Em Brovary, o ataque provocou incêndios de grande dimensão em armazéns da cidade e nas aldeias de Velyka Dymerka, Kvitneve e Peremoga.
No distrito de Bucha, bombeiros combatiam incêndios em instalações logísticas em Chayky e Sofiivska Borshchahivka. Todos os feridos foram encaminhados para unidades hospitalares.Rússia abateu 475 drones ucranianos A escalada russa surge na sequência de novas operações anunciadas por Zelensky contra o território russo, após uma campanha de 40 dias iniciada a 25 de junho que visou centros logísticos e refinarias na Rússia.
Esses ataques ucranianos reduziram a capacidade de refinação russa para níveis de 2002 durante o mês de julho. Esta terça-feira, a Ucrânia atacou outro centro logístico da Wildberries, o "Amazon russo", na região de Tula, a 200 quilómetros ao sul de Moscovo, provocando um incêndio de grande dimensão, segundo as autoridades locais.
Segundo o Ministério da Defesa russo, durante a noite as defesas antiaéreas intercetaram e aniquilaram 475 drones ucranianos sobre 16 regiões russas, a Crimeia anexada e os mares Negro e de Azov.
c/agências