Pelo menos nove mortos em ataque russo com mísseis e drones em Kiev
Pelo menos nove pessoas morreram esta madrugada e outras 43 ficaram feridas num ataque de grande envergadura da Rússia contra Kiev, segundo um balanço provisório publicado pelo Serviço de Emergências da Ucrânia.
As equipas de emergência continuam a procurar vítimas entre os escombros de alguns dos edifícios atingidos pelo bombardeamento.
O presidente da câmara de Kiev, Vitali Klitschko, anunciou a ocorrência de danos materiais em três distritos da capital ucraniana, nomeadamente, vários blocos de apartamentos sofreram danos e incêndios devido ao ataque russo em larga escala, através de vagas repetidas, que incluiu a utilização de mísseis balísticos e de cruzeiro, assim como drones.
Os serviços de resgate tiveram de retirar dos edifícios afetados vários residentes, entre os quais crianças.
Um edifício residencial no distrito de Podilskyi ruiu parcialmente, segundo o chefe da Administração Militar da Cidade de Kiev, Tymur Tkachenko, numa publicação na plataforma de mensagens Telegram.
No distrito de Darnytsia, vários edifícios de vários andares ficaram danificados e acredita-se que haja pessoas presas sob os escombros.
"Trata-se de edifícios residenciais. Locais onde as pessoas dormiam e viviam vidas normais", afirmou Tkachenko.
O canal da Força Aérea ucraniana tinha informado na Telegram durante a madrugada que drones e mísseis russos se dirigiam para Kiev, onde se ouviram fortes explosões logo às primeiras horas de hoje.
No domingo, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, assinalou que a Rússia estava a preparar um novo ataque em larga escala contra a Ucrânia, depois de outro bombardeamento deste tipo ter matado 30 pessoas na capital ucraniana na passada quinta-feira.
Zelensky sublinhou que este ataque que a Rússia estava a preparar e acabou por levar a cabo esta madrugada acorre antes do início da cimeira anual da NATO, que se realiza na terça e quarta-feira, na Turquia.
O Presidente ucraniano renovou os apelos aos parceiros ocidentais para que reforcem as defesas aéreas da Ucrânia, nomeadamente através do fornecimento de mais mísseis Patriot, afirmando que a falta de reabastecimento apenas encoraja a Rússia a prolongar a guerra de quatro anos, numa publicação no Telegram, na noite de domingo.