Pequim e Moscovo anunciam exercícios navais no mar Amarelo e águas do Pacífico

Pequim e Moscovo anunciam exercícios navais no mar Amarelo e águas do Pacífico

Pequim e Moscovo vão realizar exercícios militares este mês nas águas e no espaço aéreo chinês, seguindo-se uma operação de "patrulha marítima conjunta" em "áreas relevantes" do Pacífico, anunciou este domingo o Ministério da Defesa da China.

Lusa / Adicionar como fonte informativa
Foto: Sputnik/Vladimir Smirnov/Pool via Reuters

As manobras navais "Joint Sea-2026" vão decorrer nas proximidades do porto de Qingdao (província de Shandong, leste), na costa do mar Amarelo, de acordo com um comunicado divulgado hoje ministério chinês.

A nota, de acordo com a agência de notícias EFE, não especifica as coordenadas das patrulhas marítimas seguintes, as quais, na edição de 2025, se estenderam até Guam, ao estreito de Bering e às águas próximas do Havai.

De acordo com a informação oficial, os exercícios fazem parte do plano anual de cooperação entre as forças armadas dos dois países e têm como objetivos "responder em conjunto aos desafios de segurança" e "salvaguardar a paz e a estabilidade regionais".

O anúncio surge depois de, no final de junho, os exércitos chinês e russo terem realizado uma patrulha aérea conjunta que sobrevoou o mar do Japão, o mar da China Oriental e a zona ocidental do oceano Pacífico, uma ação à qual a Coreia do Sul e o Japão responderam ao mobilizar caças para fazer face a qualquer contingência e sobre a qual Tóquio manifestou, por vias diplomáticas, "profunda preocupação" a Pequim e a Moscovo.

A isto junta-se também o reinício das patrulhas marítimas da guarda costeira da China em águas a leste de Taiwan, uma operação de controlo e inspeção de navios que teve início em junho e que suscitou queixas tanto por parte de Taipé como de vários países europeus, que a consideram uma ameaça à estabilidade regional e à liberdade de navegação.

A China mantém um litígio territorial com o Japão no mar da China Oriental relativamente às ilhas Diaoyu (nome atribuído pela China) ou Senkaku (atribuído pelo Japão), além de reivindicar quase a totalidade do mar da China Meridional, por onde transita cerca de um terço do comércio marítimo mundial e onde mantém disputas com vários países do Sudeste Asiático.

As águas do porto de Qingdao, no entanto, encontram-se longe --- entre mil e quase dois mil quilómetros --- das zonas em disputa com Tóquio e Manila.

Pequim e Moscovo realizam exercícios militares periodicamente desde que, no início de 2022 --- pouco antes da invasão russa da Ucrânia ---, assinaram uma estreita aliança estratégica que se tem intensificado desde então e que incluiu visitas do Presidente Xi Jinping à Rússia e de Vladimir Putin à China.

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