Plano da ONU para ajudar a Venezuela recebeu 274 milhões de dólares
O secretário-geral da ONU, António Guterres, informou hoje, através do seu porta-voz, que o plano de resposta humanitária da organização para a Venezuela recebeu 274 milhões de dólares.
A iniciativa, dirigida pela Agência das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA, na sigla em Inglês), pretende ajudar 5,5 milhões de pessoas.
Segundo a OCHA, os terramotos de 24 de junho agravaram "uma crise já profunda", com 7,9 milhões de pessoas a precisarem de ajuda humanitária, no início do ano, "devido à paralisia económica, inflação e incapacidade de resposta dos serviços públicos".
O porta-voz, Stéphane Dujarric, detalhou que, "pelo menos, 79 acampamentos nos principais estádios e centros desportivos já estão operacionais e a acolher pessoas, às quais as agências da ONU estão a prestar assistência".
Os sismos registados na Venezuela em 24 de junho causaram pelo menos 3.535 mortos e 16.740 feridos, segundo o mais recente balanço oficial.
Entre os mortos, há pelo menos 96 portugueses e lusodescendentes, e outros 60 estão desaparecidos ou incontactáveis.
Vários países, incluindo Portugal e outros estados da União Europeia, enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela.
A base de operações da missão portuguesa de resposta aos sismos está sediada em Catia la Mar, em La Guaira, zona de grande concentração de portugueses e lusodescendentes e uma das mais afetadas.
Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo, e foram seguidos por centenas de réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.