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Plano de Trump para a Palestina suscita controvérsia
O Governo de Trump terá proposto que Israel anexe territórios da Cisjordânia e que a Faixa de Gaza seja concedida ao Hamas, movimento político islamita da Palestina. O presidente norte-americano considera que este é o “Plano do Século” e que irá resolver o conflito israelo-palestiniano.
Segundo citação do diário israelita Jerusalem Post, o presidente da Autoridade Nacional da Palestina, Mahmoud Abbas, num discurso feito na cimeira da Liga Árabe na Tunísia, no domingo, afirmou: “Tudo o que vem dos Estados Unidos é perigoso”.
“Os Estados Unidos pretendem que Israel anexe terras [Cisjordânia] que pertencem à Palestina e que a Faixa de Gaza seja concedida ao Hamas”, explicou Abbas. “A decisão do Governo dos EUA destrói o Plano de Paz Árabe e constitui uma mudança dramática relativamente às posições das antigas administrações estadunidenses”, continuou o líder palestiniano.
Trump, por sua vez, afirma que este é o “Plano do Século” que irá solucionar o conflito israelo-palestiniano.
As declarações de Abbas foram feitas uma semana depois de o Governo de Trump ter reconhecido a soberania israelita sobre os Montes Golã. A Liga Árabe condenou esta decisão e afirmou que vai procurar uma resolução do Conselho de Segurança da ONU que demonstre a sua ilegalidade.
O embaixador dos Estados Unidos em Israel, David Friedman, comemorou o reconhecimento da soberania israelita sobre os Montes Golã na Casa Branca, ao lado de Netanyahu. “Sem a soberania sobre os Golã, Israel está exposto a ricos extraordinários por parte de inimigos traiçoeiros. Enquanto Trump for presidente, isso não irá acontecer”, afirmou, segundo citação de The Times of Israel.
Firedman tem um historial de apoiar financeiramente os colonatos na Cisjordânia antes de assumir o cargo diplomático e, na conferência anual do Comité de Assuntos Públicos EUA-Israel em Washington, disse que uma administração futura não entenderá a necessidade de Israel manter o controlo sobre a Cisjordânia, para que o território não seja dominado por terroristas, como aconteceu na Faixa de Gaza em 2005.
Nos últimos quatro anos, políticos da direita israelita têm impulsionado inúmeras iniciativas de anexação de territórios da Cisjordânia baseando o seu argumento na segurança de Israel.