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PM britânico admite não ter previsto a "ferocidade" da insurreição no Iraque

PM britânico admite não ter previsto a "ferocidade" da insurreição no Iraque

O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, admitiu hoje, numa entrevista à BBC, não ter previsto a "ferocidade" da insurreição no Iraque antes de iniciar-se a invasão, mas garantiu que as tropas britânicas continuarão ali enquanto for necessário.

Agência LUSA /

"Francamente, não esperava a ferocidade de cada um dos actores surgidos em cena no Médio Oriente e que se esforçam por fazer descarrilar o processo político", disse Blair.

Recordou que nenhuma data foi ainda fixada para um início de retirada das tropas britânicas do Iraque e que isso dependerá da capacidade das forças de segurança iraquianas para assumir o controlo da segurança no país.

"Nenhuma data foi ainda fixada. Os nossos aliados têm a mesma posição", assinalou.

O semanário britânico Observer escreve hoje que as forças britânicas começarão a retirar-se do Iraque a partir de Maio de 2006, de acordo com programas elaborados por Londres e Washington, a apresentar em Outubro ao parlamento iraquiano.

"Não entendi essa informação. O calendário (para a retirada) depende do momento em que a missão esteja cumprida", vincou Blair.

O chefe do governo britânico desmentiu, noutro passo, que a Grã-Bretanha tivesse prevenido o Japão das suas intenções, como afirma hoje o Observer, segundo o qual Londres já informou Tóquio "em privado" do seu projecto de iniciar a retirada, um procedimento que tornaria impossível manter no terreno os 500 soldados japoneses actualmente sob comando britânico.

O ministro da Defesa, John Reid, entrevistado pela cadeia de televisão Sky News, desmentiu igualmente as informações do Observer de que uma retirada progressiva das tropas britânicas poderia começar no próximo ano, em data não fixada.

"Não creio que alguém tenha sugerido que as nossas tropas possam estar de partida até Maio próximo. O que eu disse foi que, durante o próximo ano, poderá ter início um processo de transferência (da responsabilidade da segurança) para os iraquianos", justificou Reid.

"Será um processo que não ficará concluído do dia para a noite. Iremos, primeiro, retirar-nos para os nossos quartéis e só depois disso abandonaremos o Iraque", disse.

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