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PM iraquiano anuncia morte de Al-Zarqawi

PM iraquiano anuncia morte de Al-Zarqawi

O primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki, anunciou hoje que o chefe da organização terrorista Al-Qaida no Iraque, o jordano Abu Musab al-Zarqawi, foi morto quarta-feira à noite, a noroeste de Bagdad.

Agência LUSA /

"Hoje, Al-Zarqawi foi eliminado", afirmou Nuri al-Maliki, que falava numa conferência de imprensa em Bagdad, ladeado pelo embaixador dos Estados Unidos na capital iraquiana, Zalmay Khalilzad, e pelo comandante das forças norte-americanas no Iraque, general George Casey.

Segundo Nuri al-Maliki, Abu Musab al-Zarqawi foi morto juntamente com sete colaboradores numa casa próximo da cidade rebelde de Baquba, a sudeste da província de Diala, 65 quilómetros a noroeste de Bagdad.

Al-Maliki disse que a morte de Al-Zarqawi e dos seus colaboradores resultou de um ataque aéreo norte-americano, após informações sobre a sua localização dadas aos serviços iraquianos por residentes na zona.

O primeiro-ministro iraquiano referiu que o corpo de Al-Zarqawi foi identificado através das impressões digitais.

A morte de Al-Zarqawi é "uma mensagem para todos aqueles que escolheram a via da violência para que mudem de direcção antes que seja demasiado tarde", advertiu.

"O que se passou hoje é o resultado da cooperação do povo iraquiano, que facilitou uma operação combinada das forças da polícia e da força multinacional", dirigida pelos Estados Unidos, adiantou.

"Obrigado às forças de segurança, à polícia e ao exército, obrigado à força multinacional pelo que fizeram para combater o terrorismo", disse.

"Sempre que aparecer um novo Al-Zarqawi, nós vamos matá-lo", acrescentou.

Abu Musab al-Zarqawi, 39 anos, era o terrorista mais procurado no Iraque por ser considerado responsável pela campanha sangrenta de bombistas suicidas no país, raptos e degolação de reféns.

Os Estados Unidos ofereceram uma recompensa de 25 milhões de dólares (cerca de 20 milhões de euros) por Al-Zarqawi, que alegadamente estava ligado a Usama bin Laden, líder da Al-Qaida, desde 2004.

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