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Polícia detém cinco brasileiros que falsificavam documentos identidade portugueses

Polícia detém cinco brasileiros que falsificavam documentos identidade portugueses

A polícia espanhola deteve hoje cinco brasileiros acusados de integrar uma rede que falsificava e distribuía documentos de identidade portugueses, que posteriormente vendia, a partir de Madrid, por preços entre 600 e mil euros.

© 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A. /

Durante a operação policial, que culmina uma investigação de vários meses, foram recuperados numerosos documentos falsos portugueses e italianos, bem como o equipamento e material usado para as falsificações.

A organização falsificava bilhetes de identidades portugueses e italianos com os quais obtinha depois cartões de residência espanhóis, que permitiam aos portadores residir e trabalhar legalmente em Espanha.

A maioria dos compradores era oriunda da América do Sul.

Inicialmente foram detidos dois dos responsáveis pela captação de clientes, Marcos Roberto D.R., 31 anos, e William R.S., 27 anos, e, posteriormente o falsificador, Francisco C. N., 33 anos, e dois colaboradores, Marcelo R.C., 31 anos, e Edson S.L., 32 anos.

É a segunda vez este mês que as autoridades espanholas detectam e desarticulam redes idênticas em Espanha, depois de a 18 de Julho terem sido detidas 44 pessoas, todas de nacionalidade brasileira, acusadas de falsificar documentos de identidade, nomeadamente portugueses, para favorecer a imigração ilegal.

Nos últimos meses, vários brasileiros tinham já sido detidos com documentos portugueses falsos na zona de Barcelona.

As investigações começaram depois de nos últimos meses terem sido detectadas e detidas várias pessoas com documentação de identidade portuguesa falsa.

Em várias esquadras policiais apresentaram-se pessoas como sendo cidadãos portugueses, mas com documentos que a polícia confirmou depois serem falsos.

Os imigrantes usavam a documentação portuguesa para tentarem obter um número de identificação de estrangeiro, em Espanha, com o qual obtinham depois o cartão de residente comunitário, que lhes permite viver e trabalhar legalmente no país.

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