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Portugal recebe apelo de ONG para acolher refugiados menores
Organizações não-governamentais (ONG) pediram ao Governo português que efetive a intenção de acolher refugiados menores não acompanhados que se encontram atualmente em campos de acolhimento sobrelotados na Grécia, alertando para a necessidade desta “resposta de emergência”.
O apelo foi feito pelo Conselho Português para os Refugiados (CPR), pela Plataforma de Apoio aos Refugiados (PAR) - Serviço de Jesuítas para os Refugiados e pela Associação HuBB- Humans Before Borders durante uma audição parlamentar, realizada por videoconferência, na Comissão de Assuntos Europeus.
“Foi anunciado politicamente que existe a vontade. (…) Era importante que os responsáveis do Governo clarificassem não só o número, mas também a forma e o modelo de acolhimento. (...) Como é que se irá processar as operações, não só ao nível do acolhimento em si, mas também tudo aquilo que tem a ver com o acompanhamento desses menores”, afirmou o coordenador da PAR, André Costa Jorge, quando questionado pelos deputados durante a audição realizada na sequência de um requerimento apresentado pelo Bloco de Esquerda perante a situação migratória vivida na fronteira greco-turca e nas ilhas gregas.
Opinião partilhada por Mónica Farinha, presidente do CPR, que frisou a importância de Portugal clarificar quantos menores não acompanhados pretende acolher, bem como os critérios do processo.Concretizar acordos e intenções
A par da efetivação deste compromisso, Miguel Duarte, da HuBB, lembrou também o acordo bilateral Portugal-Grécia, assinado em 2019, no qual o Governo português mostrou disponibilidade para receber 1.000 pessoas que se encontram nos campos de refugiados no território grego.
“O ponto principal da ação de Portugal deve ser efetivar os acordos que já assinou”, defendeu o representante da HuBB, reforçando a ideia da emergência: “Hoje em dia é ainda maior e todos os dias que passam são um risco acrescido à vida das pessoas que se encontram nos campos”.
O ativista, que foi acusado pela justiça italiana de auxílio e incentivo à migração ilegal no Mediterrâneo, não esqueceu os migrantes que continuam a ser resgatados em mar e o papel que Portugal poderá desempenhar nesta questão.
Em tom de conclusão, o coordenador da PAR, André Costa Jorge, deixou outro apelo ao executivo: “Portugal quer continuar a anunciar, e nós apoiamos o esforço político português, mas (…) temos de trabalhar na criação de um modelo de estruturas de acolhimento (de emergência) estáveis que permitam que as pessoas possam ser acolhidas”.
“Não tem sido feito tudo aquilo que é possível fazer para que a vontade política coincida com a capacidade efetiva para o acolhimento”, finalizou.
“Foi anunciado politicamente que existe a vontade. (…) Era importante que os responsáveis do Governo clarificassem não só o número, mas também a forma e o modelo de acolhimento. (...) Como é que se irá processar as operações, não só ao nível do acolhimento em si, mas também tudo aquilo que tem a ver com o acompanhamento desses menores”, afirmou o coordenador da PAR, André Costa Jorge, quando questionado pelos deputados durante a audição realizada na sequência de um requerimento apresentado pelo Bloco de Esquerda perante a situação migratória vivida na fronteira greco-turca e nas ilhas gregas.
Opinião partilhada por Mónica Farinha, presidente do CPR, que frisou a importância de Portugal clarificar quantos menores não acompanhados pretende acolher, bem como os critérios do processo.Concretizar acordos e intenções
A par da efetivação deste compromisso, Miguel Duarte, da HuBB, lembrou também o acordo bilateral Portugal-Grécia, assinado em 2019, no qual o Governo português mostrou disponibilidade para receber 1.000 pessoas que se encontram nos campos de refugiados no território grego.
“O ponto principal da ação de Portugal deve ser efetivar os acordos que já assinou”, defendeu o representante da HuBB, reforçando a ideia da emergência: “Hoje em dia é ainda maior e todos os dias que passam são um risco acrescido à vida das pessoas que se encontram nos campos”.
O ativista, que foi acusado pela justiça italiana de auxílio e incentivo à migração ilegal no Mediterrâneo, não esqueceu os migrantes que continuam a ser resgatados em mar e o papel que Portugal poderá desempenhar nesta questão.
Em tom de conclusão, o coordenador da PAR, André Costa Jorge, deixou outro apelo ao executivo: “Portugal quer continuar a anunciar, e nós apoiamos o esforço político português, mas (…) temos de trabalhar na criação de um modelo de estruturas de acolhimento (de emergência) estáveis que permitam que as pessoas possam ser acolhidas”.
“Não tem sido feito tudo aquilo que é possível fazer para que a vontade política coincida com a capacidade efetiva para o acolhimento”, finalizou.