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Português entre as vítimas mortais em incêndio numa prisão na Indonésia
Pelo menos 41 reclusos morreram e 80 ficaram feridos num incêndio num dos módulos da superlotada prisão de Tangerang, perto de Jacarta. Duas vítimas mortais tinham nacionalidade estrangeira: um português e um sul-africano.
Grande parte dos 41 reclusos que morreram cumpriam penas relacionadas com drogas. Dos reclusos que morreram, um tinha nacionalidade portuguesa, adiantou a ministra indonésia da Justiça e Direitos Humanos, Yasona Laoly. Outro cidadão estrangeiro tinha nacionalidade sul-africana.
Em declarações à Antena 1, a secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, Berta Nunes, confirmou a morte deste português e adiantou que o Governo português está agora a tentar contactar a família do recluso.
As autoridades ainda estão a investigar a causa deste incêndio, mas a investigação preliminar apontou para um curto-circuito numa das celas do bloco. De acordo com o executivo indonésio, a rede elétrica da prisão não foi atualizada desde 1972, ano em que o estabelecimento foi construído.
O incêndio deflagrou nas primeiras horas da manhã no bloco C da prisão, onde se encontram condenados por dependência e tráfico de drogas e onde pelo menos 122 pessoas estavam encarceradas na altura do acidente, sendo que o bloco em causa tinha sido construído para albergar 38 reclusos, refere um responsável do Governo, Rika Aprianti, citado pela agência Reuters.
De acordo com os últimos dados oficiais divulgados pelo Governo, mais de dois mil presos estão na prisão de Tangerang, construída para albergar apenas 600 reclusos.
"A situação está agora sob controlo", disse o chefe da polícia de Jacarta, Fadil Imran, aos jornalistas, confirmando que pelo
menos 41 reclusos morreram e 80 foram hospitalizados, oito deles com
queimaduras graves.
Centenas de polícias e soldados foram destacados em redor da prisão para impedir a fuga dos presos após o incêndio, disse o responsável aos jornalistas.
Imagens transmitidas pela televisão mostraram bombeiros a lutar para extinguir as chamas, enquanto nuvens de fumo negro saíam do recinto. Dezenas de corpos em sacos cor-de-laranja foram colocados numa sala da prisão.
(com Lusa)