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Portuguesa vive momentos "indescritíveis" no sismo de Christchurch
Socorristas neozelandeses continuam numa luta contra o tempo na tentativa de retirarem sobreviventes bloqueados nos escombros da cidade de Christchurch atingida ontem por um forte sismo que já fez 75 mortos e mais de 300 desaparecidos. Um desastre natural que foi vivido pela portuguesa Elia Ribeiro residente naquela cidade com o marido e três filhos e com quem viveu momentos “indescritíveis”.
Para Elia Ribeiro foram momentos "indescritíveis" e de grande pânico, durante e depois do sismo que atingiu aquela cidade da Nova Zelândia no dia de ontem, com a portuguesa a ser apanhada em pleno Centro Comercial tendo passado várias horas sem conseguir chegar à escola dos filhos.
"Nunca tinha sentido nada assim. Ver na televisão é uma coisa, mas estar no meio é outra. É indescritível", contou à Agência Lusa esta portuguesa residente na cidade de Christchurch, a segunda mais importante da Nova Zelândia, atingida por um sismo de magnitude 6,3 na escala de Richter que provocou pelo menos 75 mortos e 300 desaparecidos.
O primeiro-ministro, John Key, decretou o estado de emergência a nível nacional após este tremor de terra considerado o mais violento e mortífero nos últimos 80 anos e que atingiu a segunda cidade neozelandesa com cerca de 340.000 habitantes.
São muitos os relatos de tragédia vividos nos momentos do sismo e após este com derrocadas de edifícios que apanharam muitos habitantes que se encontravam a trabalhar ou simplesmente a passear como aconteceu com Elia Ribeiro que se encontrava num Centro Comercial com a filha mais nova.
"Não sei como aquilo não caiu tudo em cima de nós. Caiu tudo à minha volta. Vidros partidos e outras coisas. Só não caiu em cima de nós. Tinha um anjo à minha volta. Ficámos sem saber o que fazer. E quando aquilo parou e saímos estava tudo partido cá fora. O cimento partido. Havia água por todo o lado. Ficou tudo inundado em 10 minutos. A água chegava à porta do carro", contou.
Caos no centro da cidade
A fase seguinte foi recolher a viatura e procurar chegar ao colégio dos filhos depois de ter ficado "meia hora a tremer" com a filha mais nova sem saber bem o que fazer.
Primeiro foi recolher o filho mais velho à escola "ali a cinco minutos de distância", onde "felizmente não havia feridos", mas chegar à escola dos dois rapazes mais novos foi bastante mais complicado, com estradas cortadas, um "caos" no centro, muita água pelas ruas e as dificuldades no acesso só conseguindo ver os filhos "quase às 6 da tarde", várias horas depois do sismo.
A noite seguinte ao sismo foi ainda de grande preocupação tendo
Elia Ribeiro, ainda sem luz, passado a noite "com muita preocupação" na sala de casa com os filhos, mas sentindo ao longo da noite muitos abanões.
"A cidade continua sem luz. O telefone fixo não funciona e o móvel vai funcionando, mas porque o carrego no carro. Os vizinhos já vieram saber de mim. Há muita solidariedade por aqui", acrescentou a portuguesa residente há poucos meses na cidade mais atingida pelo sismo.
As autoridades já recolheram 75 corpos e cerca de 300 pessoas são dadas como desaparecidas tendo os cerca de 500 socorristas que trabalharam toda a noite conseguido retirar dos escombros cerca de trinta de pessoas, sendo que em muitos casos os socorristas tiveram de amputar membros para retirar as pessoas dos locais onde se encontravam presas.
Estados Unidos, Japão, Grã-Bretanha, Coreia do Sul, Taiwan e Austrália já enviaram especialistas para participar nas operações de socorro sendo que, de acordo com o responsável pelas manobras de salvamento, as equipas dispõem de menos de três dias para reencontrar vivas as pessoas bloqueadas sob as ruínas.
Numa primeira estimativa dos estragos referem-se custos que podem atingir cerca de 6,3 mil milhões de euros para as companhias de seguros que vão ter de reembolsar as empresas e os particulares nos prejuízos sofridos.
Recorde-se que este sismo aconteceu seis meses após um outro, igualmente na cidade de Christchurch, de magnitude 7, que não provocou mortos ou feridos, sendo que o de ontem, embora menos forte, foi mais destrutivo porque o seu epicentro estava mais próximo da superfície da terra e da cidade.
"Nunca tinha sentido nada assim. Ver na televisão é uma coisa, mas estar no meio é outra. É indescritível", contou à Agência Lusa esta portuguesa residente na cidade de Christchurch, a segunda mais importante da Nova Zelândia, atingida por um sismo de magnitude 6,3 na escala de Richter que provocou pelo menos 75 mortos e 300 desaparecidos.
O primeiro-ministro, John Key, decretou o estado de emergência a nível nacional após este tremor de terra considerado o mais violento e mortífero nos últimos 80 anos e que atingiu a segunda cidade neozelandesa com cerca de 340.000 habitantes.
São muitos os relatos de tragédia vividos nos momentos do sismo e após este com derrocadas de edifícios que apanharam muitos habitantes que se encontravam a trabalhar ou simplesmente a passear como aconteceu com Elia Ribeiro que se encontrava num Centro Comercial com a filha mais nova.
"Não sei como aquilo não caiu tudo em cima de nós. Caiu tudo à minha volta. Vidros partidos e outras coisas. Só não caiu em cima de nós. Tinha um anjo à minha volta. Ficámos sem saber o que fazer. E quando aquilo parou e saímos estava tudo partido cá fora. O cimento partido. Havia água por todo o lado. Ficou tudo inundado em 10 minutos. A água chegava à porta do carro", contou.
Caos no centro da cidade
A fase seguinte foi recolher a viatura e procurar chegar ao colégio dos filhos depois de ter ficado "meia hora a tremer" com a filha mais nova sem saber bem o que fazer.
Primeiro foi recolher o filho mais velho à escola "ali a cinco minutos de distância", onde "felizmente não havia feridos", mas chegar à escola dos dois rapazes mais novos foi bastante mais complicado, com estradas cortadas, um "caos" no centro, muita água pelas ruas e as dificuldades no acesso só conseguindo ver os filhos "quase às 6 da tarde", várias horas depois do sismo.
A noite seguinte ao sismo foi ainda de grande preocupação tendo
Elia Ribeiro, ainda sem luz, passado a noite "com muita preocupação" na sala de casa com os filhos, mas sentindo ao longo da noite muitos abanões.
"A cidade continua sem luz. O telefone fixo não funciona e o móvel vai funcionando, mas porque o carrego no carro. Os vizinhos já vieram saber de mim. Há muita solidariedade por aqui", acrescentou a portuguesa residente há poucos meses na cidade mais atingida pelo sismo.
As autoridades já recolheram 75 corpos e cerca de 300 pessoas são dadas como desaparecidas tendo os cerca de 500 socorristas que trabalharam toda a noite conseguido retirar dos escombros cerca de trinta de pessoas, sendo que em muitos casos os socorristas tiveram de amputar membros para retirar as pessoas dos locais onde se encontravam presas.
Estados Unidos, Japão, Grã-Bretanha, Coreia do Sul, Taiwan e Austrália já enviaram especialistas para participar nas operações de socorro sendo que, de acordo com o responsável pelas manobras de salvamento, as equipas dispõem de menos de três dias para reencontrar vivas as pessoas bloqueadas sob as ruínas.
Numa primeira estimativa dos estragos referem-se custos que podem atingir cerca de 6,3 mil milhões de euros para as companhias de seguros que vão ter de reembolsar as empresas e os particulares nos prejuízos sofridos.
Recorde-se que este sismo aconteceu seis meses após um outro, igualmente na cidade de Christchurch, de magnitude 7, que não provocou mortos ou feridos, sendo que o de ontem, embora menos forte, foi mais destrutivo porque o seu epicentro estava mais próximo da superfície da terra e da cidade.