PR angolano espera que acordos com os EUA sejam início de paz duradoura

PR angolano espera que acordos com os EUA sejam início de paz duradoura

O Presidente angolano disse hoje esperar que os recentes acordos entre os Estados Unidos da América e o Irão sejam o prelúdio de uma paz duradoura no Médio Oriente e que estimule a criação do Estado da Palestina.

Lusa /
Maxim Shemetov - Reuters

"Que os mais recentes entendimentos entre os Estados Unidas da América e o Irão sejam o prelúdio de uma paz duradoura no Médio Oriente e contribuam para a implementação das resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre a criação do Estado da Palestina", afirmou hoje João Lourenço.

Em declarações na abertura Angola Investiment Summit 2026, que arrancou hoje em Luanda, o Presidente de Angola considerou que o mundo vive um momento "particularmente exigente" para a comunidade internacional, pelos multiplos desafios associados às alterações climáticas e aos persistentes conflitos armados.

Defendeu que a atual conjuntura internacional "exige respostas coletivas" e um renovado compromisso com os princípios do multilateralismo, do diálogo e da cooperação internacional.

"A paz continua a ser o principal pressuposto do desenvolvimento, pois, sem estabilidade, não há investimento nem crescimento económico", referiu na sua intervenção, neste fórum promovido pelo Governo angolano em parceria com a Global Tourism Forum Institute (GTFI).

Neste contexto, prosseguiu, o turismo assume uma importante dimensão humana e diplomática, ao promover encontro entre povos e culturas, "contribuindo assim para o reforço do entendimento mútuo, da tolerância e da cooperação entre as nações".

"É fundamental, por isso, que todos os países, as organizações multilaterais e os mecanismos regionais continuem a privilegiar o diálogo, a diplomacia e a solução pacífica dos conflitos", concluiu o Presidente angolano.

A cimeira internacional sobre investimentos, turismo, inovação e desenvolvimento económico reúne, até sexta-feira, em Luanda, mais de mil participantes, entre fundos soberanos, bancos de desenvolvimento, investidores institucionais, operadores turísticos globais, grupos hoteleiros, decisores políticos e outros.

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