Preço do pão em Maputo sobe a partir de Janeiro de 2006
O preço do pão em Maputo vai aumentar entre 15 e 50 por cento no início de 2006, devido ao aumento da farinha de trigo e de outros produtos, anunciaram hoje os panificadores da capital moçambicana.
O pão que actualmente custa 1.000 meticais (3,4 cêntimos do euro) será vendido a 1.500 meticais, enquanto o comercializado por 3.500 meticais passará a custar 4.000.
Os panificadores justificaram ainda o aumento do preço do pão com o facto dos principais fornecedores de farinha de trigo ajustarem sistematicamente os preços daquele produto, situação agravada com o aumento dos combustíveis usados na produção e comercialização do pão.
O último ajustamento do pão em Maputo verificou-se em Abril de 2004 e foi da ordem de mais de 10 por cento.
O anúncio dos novos preços surge numa altura em que se regista uma onda de aumentos de outros produtos de primeira necessidade, devido ao aproximar da quadra do Natal.
Segundo relatos que têm sido publicados na imprensa de Moçambique, um saco de arroz de 25 quilos aumentou nos últimos dias de 250 mil meticais para 400 mil, numa inflação injustificada que afecta os restantes produtos do cabaz moçambicano - açúcar, amendoim, óleo, sal, peixe e sabão.
A maioria dos cerca de 18 milhões de moçambicanos vive abaixo da linha de pobreza, com rendimentos inferiores a um dólar por dia.
As autoridades moçambicanas prometeram adoptar medidas contra a especulação, tendo já apelado aos comerciantes para garantirem o abastecimento regular dos produtos, para fazer face à especulação.
O governo moçambicano "irá levar a cabo um trabalho de fiscalização para assegurar que não haja especulação", assegurou na semana passada o ministro da Indústria e Comércio de Moçambique, António Fernando.
Entretanto, muitos comerciantes moçambicanos já começaram a agravar os preços dos produtos, embora o metical, a moeda do país, esteja a valorizar-se face ao dólar e rand, e os preços do produtos da primeira necessidade nos países vizinhos, África do Sul e Suazilândia, não tenham aumentado.