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Presidenciais em França. Marine Le Pen ganha terreno nas sondagens
Na reta final da campanha para a primeira volta das presidenciais francesas, que se realiza no próximo domingo, a troca de acusações entre Emmanuel Macron e Marine Le Pen intensifica-se. O Presidente cessante critica a “xenofobia evidente e os objetivos dos ultraconservadores”, numa altura em que a candidata do partido União Nacional vai ganhando terreno nas sondagens.
Uma sondagem revelada esta semana dá 51,5 por cento a Emmanuel Macron e 48,5 por cento a Marine Le Pen.
No entanto, há um mês a candidata da União Nacional estava a 10 pontos de Macron e lutava para ir à segunda volta, que vai decorrer a 24 de abril. Perto de 49 milhões de eleitores franceses são chamados às urnas no domingo para a primeira volta das presidenciais, à qual se apresentam 12 candidatos.
Le Pen é agora vista como favorita e tem subido constantemente nas últimas sondagens, impulsionada pelas promessas de reduzir o IVA nos combustíveis em resposta ao aumento do custo de vida.
O apoio à extrema-direita nas sondagens para a primeira volta das presidenciais está no seu ponto mais alto: Le Pen e o seu rival de extrema-direita, Eric Zemmour, um antigo jornalista e comentador, têm mais de 30 por cento de apoio entre eles.
As sondagens mostram Macron na primeira posição para a primeira volta com cerca de 26,5 por cento Le Pen subiu para 23 por cento nos últimos dias. Já o líder da extrema-esquerda, Jean-Luc Mélenchon está em terceiro lugar com cerca de 17 por cento e também a subir.
Numa entrevista ao jornal Parisien, Emmanuel Macron acusou “Marine Le Pen de estar a mentir aos eleitores”.
O Chefe de Estado afirmou que, “o debate vulgarizou completamente o discurso do Marine Le Pen porque tinha um formidável diretor de campanha, que era ainda mais ultrajante do que ela: o Sr. Zemmour”
Já Marine Le Pen, em entrevista à rádio RTL, afirmou que a tática catastrofista do Governo à sua eventual eleição já não funciona.
"O alarmismo que implica dizer que a menos que Emmanuel Macron seja reeleito será uma crise, o sol será extinto e o mar desaparecerá”, afirmou a candidata da União Nacional.
Quem são os 12 candidatos ao Eliseu
Nas listas eleitorais estão inscritas 48,7 milhões de pessoas e são doze os candidatos.
Emmanuel Macron
O Presidente da República anunciou tardiamente a sua recandidatura ao Eliseu devido ao conflito na Ucrânia. Tem dividido o seu tempo entre a resolução deste conflito, desempenhando um papel de mediador em relação ao Presidente russo, Vladimir Putin, e a campanha, na qual a participação de Macron foi curta. O candidato nem sequer participou nos debates com os seus adversários.
Entre as principais medidas do seu programa está a reforma do sistema de pensões em França - que não conseguiu concluir no primeiro mandato -, a subida da idade de reforma para 65 anos e condições mais restritas para a atribuição de ajudas sociais.
Marine Le Pen
A candidata do partido União Nacional pode aceder à segunda volta das eleições presidenciais. Esta seria uma reedição do embate de 2017, que Marine Le Pen acabou por perder.
Menos radical que nas últimas eleições, a filha de Jean-Marie Le Pen deixou cair alguns temas da campanha de 2017 como a saída do euro ou da União Europeia e insiste agora na diminuição dos impostos, aumento dos salários e acesso prioritário às ajudas do Estados aos cidadãos de nacionalidade francesa, prevendo a expulsão do território para todos os estrangeiros que não tenham trabalhado nos últimos 12 meses ou estrangeiros que cometam crimes em França.
Jean-Luc Mélenchon
O líder da extrema-esquerda em França posiciona-se em terceiro lugar nas preferências dos franceses. Esta é a terceira candidatura consecutiva às presidenciais de Jean-Luc Mélenchon que em 2017 ficou em quarto lugar.
O candidato quer refundar a República, propondo uma VI República, com maior recurso a referendos e instituindo o voto obrigatório a partir dos 16 anos.
Mélenchon quer ainda acabar com a atual divisão da França em regiões, instaurar mais uma semana de férias para todos os franceses e baixar a idade da reforma para os 60 anos.
Valérie Pécresse
A candidata escolhida através de uma eleição primária no maior partido de direita, “Os Republicanos”, é agora a quarta colocada na preferência dos franceses, tendo mostrado alguma dificuldade em subir nas sondagens, apesar de, no final de 2001, ter sido apontada como uma potencial concorrente contra Emmanuel Macron na segunda volta.
Entre as principais propostas desta antiga ministra de Nicolas Sarkozy e atual presidente da região parisiense está o aumento de 10 por cento dos salários, dar mais poder aos territórios e acabar com os 'guetos' urbanos existentes nos arredores das grandes cidades.
Eric Zémmour
O ex-jornalista e comentador político sofreu uma forte queda nas sondagens desde que a campanha eleitoral se intensificou, lutando agora para conseguir 10 por cento dos votos dos franceses.
Apesar de ter partido em vantagem face a Marine Le Pen, escândalos sexuais, condenações por racismo e proximidade com as ideias do Presidente russo, Vladimir Putin, retiraram ímpeto à sua candidatura.
Como propostas, Eric Zémmour defende a imigração zero para travar a entrada de novos imigrantes em França, as prestações sociais só para os franceses e quer impedir o uso do véu islâmico e do quipá judaico no espaço público.
O líder dos ecologistas, que também ganhou o seu lugar de candidato numa primária renhida entre Os Verdes, detém cerca de 6 por cento das intenções de voto, apesar de as alterações climáticas serem um dos temas desta campanha eleitoral.
Yannick Jadot quer o fim da energia nuclear até 2035, inscrever na Constituição a garantia da preservação do ambiente, voltar a um mandato presidencial de sete anos, criar a figura do crime ambiental e a construção de 700 mil alojamentos sociais até 2027.
Com cerca de quatro por cento das intenções de voto, Fabien Roussel, candidato do Partido comunista francês é a surpresa desta eleição presidencial, propondo um programa que quer trazer de novo aos franceses “os dias felizes”. Há 10 anos que os comunistas não tinham um candidato, tendo apoiado Jean-Luc Mélenchon em 2012 e 2017.
Como medidas, o comunista propõe um salário mínimo de 1.500 euros brutos, aumentar o orçamento da educação nacional em 45 por cento e estabelecer a semana de trabalho de 32 horas por semana.
Com 4,7 por cento dos votos em 2017, Nicolas Dupont-Aignan não ultrapassa desta vez os 1,5% nas sondagens para as eleições de 10 de abril. Define-se como o herdeiro do General De Gaulle e mantém uma linha eurocética com o seu movimento “República de pé”.
No programa, o candidato diz querer substituir a União Europeia por uma comunidade de nações livres, abandonar o Banco Central Europeu e ainda acabar com as sanções contra a Rússia.
A candidata do Partido Socialista, Anne Hidalgo, também se fica por 1,5 por cento das intenções de voto, apesar de ser uma figura conhecida na política francesa, já que é a presidente da Câmara Municipal de Paris desde 2014, tendo reconquistado este lugar em 2020.
Anne Hidalgo defende a criação de uma prestação social mínima para jovens e para idosos de 1.000 euros, de um cheque alimentar sustentável para que as famílias comprem produtos locais e biológicos e a luta contra a especulação imobiliária, através do financiamento de empréstimos para a compra de propriedade e do controlo das rendas nas grandes cidades francesas.
Eleito deputado em 2002, Jean Lassalle encarna o candidato dos franceses que vivem fora das grandes cidades, dos agricultores e do interior. Tem caracterizado a sua ação política por atos extremos, como uma greve de fome pela deslocalização de uma empresa em 2006 ou um percurso de seis mil quilómetros pela França a pé para encontrar os seus eleitores em 2013.
É a segunda eleição presidencial de Lassalle, que em 2016 fundou o partido Resistamos. Entre as suas principais medidas estão a nacionalização de empresas em setores estratégicos do Estado, o restabelecimento do serviço militar ou civil obrigatório e a revisão da redistribuição dos fundos da Política Agrícola Comum em França.
Operário e sindicalista, este ‘trotskista’ apresenta-se pela terceira vez às eleições presidenciais com a formação Novo Partido Anticapitalista. Philippe Poutou é conselheiro municipal em Bordéus.
O candidato quer abrir a possibilidade de voto a todos os estrangeiros que vivem em França, instaurar uma semana de trabalho de quatro dias e 32 horas e tornar os despedimentos impossíveis.
Desde os 18 anos que Nathalie Arthaud pertence ao partido Luta Operária, sendo também esta a sua terceira eleição presidencial. Até agora, o melhor resultado desta candidata foi de 0,64 por cento dos votos em 2017.
No entanto, há um mês a candidata da União Nacional estava a 10 pontos de Macron e lutava para ir à segunda volta, que vai decorrer a 24 de abril. Perto de 49 milhões de eleitores franceses são chamados às urnas no domingo para a primeira volta das presidenciais, à qual se apresentam 12 candidatos.
Le Pen é agora vista como favorita e tem subido constantemente nas últimas sondagens, impulsionada pelas promessas de reduzir o IVA nos combustíveis em resposta ao aumento do custo de vida.
A líder da União Nacional pode agradecer a dois homens outrora considerados inimigos para a sua campanha: o seu rival de extrema-direita, Eric Zemmour, e o Presidente russo Vladimir Putin, agora um pária internacional.
As sondagens indicam também que uma proporção sem precedentes de franceses não tem a certeza em que votar ou não pretende votar.
As sondagens indicam também que uma proporção sem precedentes de franceses não tem a certeza em que votar ou não pretende votar.
O apoio à extrema-direita nas sondagens para a primeira volta das presidenciais está no seu ponto mais alto: Le Pen e o seu rival de extrema-direita, Eric Zemmour, um antigo jornalista e comentador, têm mais de 30 por cento de apoio entre eles.
As sondagens mostram Macron na primeira posição para a primeira volta com cerca de 26,5 por cento Le Pen subiu para 23 por cento nos últimos dias. Já o líder da extrema-esquerda, Jean-Luc Mélenchon está em terceiro lugar com cerca de 17 por cento e também a subir.
Numa entrevista ao jornal Parisien, Emmanuel Macron acusou “Marine Le Pen de estar a mentir aos eleitores”.
O Chefe de Estado afirmou que, “o debate vulgarizou completamente o discurso do Marine Le Pen porque tinha um formidável diretor de campanha, que era ainda mais ultrajante do que ela: o Sr. Zemmour”
Já Marine Le Pen, em entrevista à rádio RTL, afirmou que a tática catastrofista do Governo à sua eventual eleição já não funciona.
"O alarmismo que implica dizer que a menos que Emmanuel Macron seja reeleito será uma crise, o sol será extinto e o mar desaparecerá”, afirmou a candidata da União Nacional.
Quem são os 12 candidatos ao Eliseu
Nas listas eleitorais estão inscritas 48,7 milhões de pessoas e são doze os candidatos.
Emmanuel Macron
O Presidente da República anunciou tardiamente a sua recandidatura ao Eliseu devido ao conflito na Ucrânia. Tem dividido o seu tempo entre a resolução deste conflito, desempenhando um papel de mediador em relação ao Presidente russo, Vladimir Putin, e a campanha, na qual a participação de Macron foi curta. O candidato nem sequer participou nos debates com os seus adversários.
Entre as principais medidas do seu programa está a reforma do sistema de pensões em França - que não conseguiu concluir no primeiro mandato -, a subida da idade de reforma para 65 anos e condições mais restritas para a atribuição de ajudas sociais.
Marine Le Pen
A candidata do partido União Nacional pode aceder à segunda volta das eleições presidenciais. Esta seria uma reedição do embate de 2017, que Marine Le Pen acabou por perder.
Menos radical que nas últimas eleições, a filha de Jean-Marie Le Pen deixou cair alguns temas da campanha de 2017 como a saída do euro ou da União Europeia e insiste agora na diminuição dos impostos, aumento dos salários e acesso prioritário às ajudas do Estados aos cidadãos de nacionalidade francesa, prevendo a expulsão do território para todos os estrangeiros que não tenham trabalhado nos últimos 12 meses ou estrangeiros que cometam crimes em França.
Jean-Luc Mélenchon
O líder da extrema-esquerda em França posiciona-se em terceiro lugar nas preferências dos franceses. Esta é a terceira candidatura consecutiva às presidenciais de Jean-Luc Mélenchon que em 2017 ficou em quarto lugar.
O candidato quer refundar a República, propondo uma VI República, com maior recurso a referendos e instituindo o voto obrigatório a partir dos 16 anos.
Mélenchon quer ainda acabar com a atual divisão da França em regiões, instaurar mais uma semana de férias para todos os franceses e baixar a idade da reforma para os 60 anos.
Valérie Pécresse
A candidata escolhida através de uma eleição primária no maior partido de direita, “Os Republicanos”, é agora a quarta colocada na preferência dos franceses, tendo mostrado alguma dificuldade em subir nas sondagens, apesar de, no final de 2001, ter sido apontada como uma potencial concorrente contra Emmanuel Macron na segunda volta.
Entre as principais propostas desta antiga ministra de Nicolas Sarkozy e atual presidente da região parisiense está o aumento de 10 por cento dos salários, dar mais poder aos territórios e acabar com os 'guetos' urbanos existentes nos arredores das grandes cidades.
Eric Zémmour
O ex-jornalista e comentador político sofreu uma forte queda nas sondagens desde que a campanha eleitoral se intensificou, lutando agora para conseguir 10 por cento dos votos dos franceses.
Apesar de ter partido em vantagem face a Marine Le Pen, escândalos sexuais, condenações por racismo e proximidade com as ideias do Presidente russo, Vladimir Putin, retiraram ímpeto à sua candidatura.
Como propostas, Eric Zémmour defende a imigração zero para travar a entrada de novos imigrantes em França, as prestações sociais só para os franceses e quer impedir o uso do véu islâmico e do quipá judaico no espaço público.
Yannick Jadot
Yannick Jadot quer o fim da energia nuclear até 2035, inscrever na Constituição a garantia da preservação do ambiente, voltar a um mandato presidencial de sete anos, criar a figura do crime ambiental e a construção de 700 mil alojamentos sociais até 2027.
Fabien Roussel
Como medidas, o comunista propõe um salário mínimo de 1.500 euros brutos, aumentar o orçamento da educação nacional em 45 por cento e estabelecer a semana de trabalho de 32 horas por semana.
Nicolas Dupont-Aignan
No programa, o candidato diz querer substituir a União Europeia por uma comunidade de nações livres, abandonar o Banco Central Europeu e ainda acabar com as sanções contra a Rússia.
Anne Hidalgo
Anne Hidalgo defende a criação de uma prestação social mínima para jovens e para idosos de 1.000 euros, de um cheque alimentar sustentável para que as famílias comprem produtos locais e biológicos e a luta contra a especulação imobiliária, através do financiamento de empréstimos para a compra de propriedade e do controlo das rendas nas grandes cidades francesas.
Jean Lassalle
É a segunda eleição presidencial de Lassalle, que em 2016 fundou o partido Resistamos. Entre as suas principais medidas estão a nacionalização de empresas em setores estratégicos do Estado, o restabelecimento do serviço militar ou civil obrigatório e a revisão da redistribuição dos fundos da Política Agrícola Comum em França.
Philippe Poutou
O candidato quer abrir a possibilidade de voto a todos os estrangeiros que vivem em França, instaurar uma semana de trabalho de quatro dias e 32 horas e tornar os despedimentos impossíveis.
Nathalie Arthaud
Propõe, entre outras medidas, o aumento da reforma mínima para 2.000 euros líquidos - tal como o salário mínimo -, a expropriação das grandes fortunas e o fim do Imposto sobre Valor Acrescentado (IVA) para todos os produtos, exceto os de luxo.
c/Lusa