Presidente da Câmara dos Deputados pede celeridade ao Senado na apreciação do processo contra Presidente

Presidente da Câmara dos Deputados pede celeridade ao Senado na apreciação do processo contra Presidente

São Paulo, Brasil, 18 abr (Lusa) - O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, disse ontem, depois da aprovação do andamento do processo de destituição de Dilma Rousseff, que o Senado deve acelerar a apreciação da denúncia.

Lusa /

O líder da Câmara, que também é um opositor declarado do Governo, considerou que o Brasil estará paralisado até ao julgamento final do pedido de destituição de Dilma Rousseff.

"O desfecho é muito importante, seja o [caso do] Senado aprovar ou não. O que não vai poder permitir é uma incerteza dessas. Quanto mais tempo se levar para decidir no Senado, a situação vai piorar", declarou Eduardo Cunha, citado pela Agência Brasil.

Cunha disse que pretende levar pessoalmente ao presidente do Senado, Renan Calheiros, o parecer pela admissibilidade do afastamento de Dilma Rousseff.

"O país passa por sérias dificuldades, a presidente perdeu as condições de governabilidade já faz tempo, perdeu todo e qualquer escrúpulo nesse feirão que foi feito para tentar comprar votos de toda a maneira e chegou ao fundo do poço", afirmou.

O parlamentar, que é réu no Supremo Tribunal Federal e está a ser investigado na comissão de ética da Câmara dos Deputados, também foi alvo de críticas de deputados pró-governo e até de alguns membros da oposição durante a votação.

"Estou apenas fazendo o meu trabalho. Eles achavam que criariam algum constrangimento que impedisse que a votação continuasse porque eu iria comprar a briga. Meu papel não tem personalidade. O papel do presidente é o presidente, não é o Eduardo Cunha", concluiu.

Cunha presidiu, no domingo, à sessão plenária da Câmara dos Deputados na qual a oposição aprovou a abertura do processo de destituição de Dilma Rousseff.

Agora, o processo segue para o Senado, que pode o aceitar ou arquivar.

Se for aprovado, o vice-Presidente do Brasil, Michel Temer (PMDB), assume a Presidência da República provisoriamente por 180 dias, ocupando o cargo até o processo contra a chefe de Estado ser julgado em definitivo.

Se for condenada, Dilma Rousseff é afastada definitivamente, perdendo também o direito de ocupar cargos públicos por oito anos.

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