Presidente da Tunísia refuta qualquer antissemitismo estatal após ataque em Djerba

Presidente da Tunísia refuta qualquer antissemitismo estatal após ataque em Djerba

O presidente da Tunísia, Kais Saied, refutou hoje quaisquer alegações de antissemitismo estatal na Tunísia, após um tiroteio que provocou mortes no exterior de uma sinagoga na ilha de Djerba.

Lusa /

O ataque ocorreu na noite de terça-feira, enquanto centenas de fiéis completavam a peregrinação judaica anual à sinagoga Ghriba, a mais antiga da África, segundo a AFP.

Três polícias e dois fiéis -- um israelo-tunisino e um franco-tunisino - foram mortos a tiros pelo agressor, antes deste ser morto a tiros pela polícia.

As autoridades tunisinas denunciaram um ataque "criminoso", mas abstiveram-se de qualificá-lo como "terrorista" ou dar-lhe uma dimensão antissemita.

Contudo, em França, a Procuradoria Nacional Anti-terrorista devido à nacionalidade francesa de uma das vítimas, abriu na quarta-feira "uma investigação".

"Sempre, implacavelmente, lutaremos contra o ódio antissemita", disse o presidente francês Emmanuel Macron, condenando o ataque, numa mensagem postada no Twitter.

"Estamos ao lado da Tunísia para continuar a luta contra o antissemitismo e todas as formas de fanatismo", disse a porta-voz do Ministério das Relações Externas Anne-Claire Legendre.

Discutindo o ataque durante uma reunião com o chefe de governo Najla Bouden e vários ministros, Saied reiterou que a Tunísia "permanecerá segura apesar das tentativas desesperadas de minar a sua estabilidade", segundo um comunicado da presidência.

Agradeceu ainda aos Estados que "expressaram solidariedade" com o país após o ataque, ao mesmo tempo em que rejeitou "qualquer interferência estrangeira porque a soberania da Tunísia e o povo são linhas vermelhas que não podem ser cruzadas".

Todavia, "expressou o espanto com as reações que envolvem acusações de antissemitismo contra a Tunísia", sem especificar ao que se referia.

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