Presidente de Moçambique lança críticas ao poder local
O presidente de Moçambique, Armando Guebuza, acusou hoje os governantes do país de recorrerem a argumentos "pré-fabricados" para justificarem o incumprimento das metas definidas no combate à pobreza absoluta.
Guebuza fez a crítica quando falava na sessão do Conselho de Ministros, alargada a governadores, para proceder a um balanço da sua primeira presidência aberta, depois de tomar posse em Fevereiro passado.
"Ao longo das nossas visitas era recorrente ouvir que determinados planos de actividade foram cumpridos em 65, 80 ou 95 por cento. Quando questionávamos sobre o não cumprimento integral desses planos, recebíamos como resposta justificações pré-fabricadas, que nem sequer convenciam quem as pronunciava", observou o chefe de Estado moçambicano.
Armando Guebuza lamentou que o não cumprimento dos objectivos preconizados ter resultado na frustração das expectativas da população e consequente "adiamento das necessidades do povo".
"Ao não cumprirmos determinada percentagem do que foi planificado, temos de ter em mente que adiámos a satisfação das necessidades do povo", frisou Guebuza, apontando "o mau funcionamento" das instituições e dos órgãos estatais, como uma das razões do insucesso.
O presidente moçambicano instou os governantes a procederem "à identificação, tipificação e planeamento de estratégias sectoriais de combate aos obstáculos ao desenvolvimento", entre os quais o "deixa- andar, o burocratismo, a corrupção e o crime".