Mundo
Presidente iraniano ordena reposição de acesso à internet suspenso desde início da guerra
A maioria dos iranianos está sem acesso à internet há 87 dias.
O presidente iraniano ordenou, esta segunda-feira, o restabelecimento do acesso à internet internacional no Irão, suspenso desde o início da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o país.
"O decreto que visa repor o acesso à internet ao seu estado anterior a janeiro foi comunicado ao Ministério das Comunicações pelo Presidente, Masoud Pezeshkian", informaram as agências de notícias iranianas Tasnim e Fars.
Segundo o observatório de internet NetBlocks, a maioria dos iranianos está sem acesso à internet há 87 dias, com apenas alguns cidadãos a terem acesso a VPNs avançadas que contornam as restrições.
As autoridades impuseram inicialmente um bloqueio à internet a partir de 8 de janeiro em resposta aos protestos antigovernamentais em todo o país, com as ligações a voltarem gradualmente ao normal em fevereiro, antes de ser iniciado um novo bloqueio após o início dos ataques dos EUA e de Israel contra o Irão a 28 de fevereiro.
Desde então, a população apenas tinha acesso a plataformas digitais e 'sites' pertencentes à rede nacional da República Islâmica.
Em tempos normais, o acesso à internet global continua fortemente restrito através da censura de muitos sites, enquanto as autoridades dependem cada vez mais de uma intranet para fornecer serviços conectados sem depender da internet, particularmente para as escolas que atualmente seguem um currículo online.
"O decreto que visa repor o acesso à internet ao seu estado anterior a janeiro foi comunicado ao Ministério das Comunicações pelo Presidente, Masoud Pezeshkian", informaram as agências de notícias iranianas Tasnim e Fars.
Segundo o observatório de internet NetBlocks, a maioria dos iranianos está sem acesso à internet há 87 dias, com apenas alguns cidadãos a terem acesso a VPNs avançadas que contornam as restrições.
As autoridades impuseram inicialmente um bloqueio à internet a partir de 8 de janeiro em resposta aos protestos antigovernamentais em todo o país, com as ligações a voltarem gradualmente ao normal em fevereiro, antes de ser iniciado um novo bloqueio após o início dos ataques dos EUA e de Israel contra o Irão a 28 de fevereiro.
Desde então, a população apenas tinha acesso a plataformas digitais e 'sites' pertencentes à rede nacional da República Islâmica.
Em tempos normais, o acesso à internet global continua fortemente restrito através da censura de muitos sites, enquanto as autoridades dependem cada vez mais de uma intranet para fornecer serviços conectados sem depender da internet, particularmente para as escolas que atualmente seguem um currículo online.