Presidente são-tomense lança recandidatura para assegurar "estabilidade"
O Presidente são-tomense, Carlos Vila Nova, anunciou hoje que vai recandidatar-se ao cargo para assegurar a "estabilidade" política e porque muitos desafios do arquipélago estão por resolver, nomeadamente na saúde, justiça, emprego, ambiente e combate à corrupção.
"Sou candidato porque o país ainda precisa de estabilidade, (...) porque a experiência conta em tempos exigentes, (...) porque muitos desafios ainda não estão resolvidos, e (...) porque acredito profundamente no futuro de São Tomé e Príncipe", declarou Carlos Vila Nova no lançamento da candidatura.
Com quase cinco anos em funções como chefe de Estado, Vila Nova destacou que "a estabilidade política é uma necessidade" para o país, por isso continuará "a ser o garante do equilíbrio, do diálogo e do funcionamento das instituições."
"O povo não quer conflitos permanentes, quer resultados", precisou.
São Tomé e Príncipe terá eleições presidenciais em 19 de julho e as legislativas, regional e autárquicas em 27 de setembro.
Além de Vila Nova, declarou-se também hoje como candidato presidencial o líder parlamentar da Ação Democrática Independente, Nito Viegas D`Abreu.
Também o jurista independente Miques João Bonfim já avançou com a candidatura.
O prazo de entrega das candidaturas presidenciais termina a 04 de junho.
Ao apresentar a candidatura, Vila Nova propôs "um novo pacto nacional" entre partidos, igrejas, empresários, sociedade civil e diáspora, "para garantir estabilidade, para promover justiça, para criar oportunidade, construir um futuro comum".
"Peço novamente a vossa confiança, não por ambição pessoal e não apenas pela experiência que contribui, mas porque a estabilidade importa, porque a justiça exige firmeza, e porque o futuro precisa de liderança com serenidade", apelou.
"Não vos prometo milagre. Prometo trabalho sério, prometo independência, prometo coragem e prometo união", acrescentou.
O objetivo, afirmou, é que os cidadãos tenham saúde com hospitais dignos e profissionais valorizados, educação que prepara os jovens para competir no mundo, com o talento reconhecido e o mérito recompensado, permitindo que os "jovens tenham oportunidades reais de trabalhar, criar, inovar e viver com dignidade".
Vila Nova prometeu ainda um país que valoriza a mulher, combate a violência e promove a igualdade, abraça a diáspora como parceira estratégica de desenvolvimento, respeitado no mundo, protege o ambiente e transforma riqueza natural em prosperidade sustentável, onde a corrupção não tenha espaço, e que sirva o povo e não o interesse privado.
No discurso, Carlos Vila Nova referiu-se aos acontecimento de 25 de novembro de 2022, em que quatro homens foram torturados e mortos no quartel militar, sem que até ao momento alguém tenha sido responsabilizado pelas mortes.
"Nenhum país avança sem verdades [...] foram momentos dolorosos, feridas que ainda não cicatrizaram, e digo-vos com toda a clareza: não haverá reconciliação sem verdade e não haverá paz duradoura sem justiça", declarou.
Reafirmando que os acontecimentos de 25 de novembro "marcaram o país profundamente", Vila Nova comprometeu-se que "a verdade será apurada, a justiça será feita, a dignidade das vítimas será respeitada", e que trabalhará "para que episódios semelhantes nunca mais se repitam" no país.