Primeira-ministra em funções mandatada para tentar formar governo na Dinamarca

Primeira-ministra em funções mandatada para tentar formar governo na Dinamarca

A primeira-ministra em funções da Dinamarca, a social-democrata Mette Frederiksen, recebeu hoje do rei Frederico X o mandato para tentar formar governo, após o fracasso de duas rondas de negociações desde as eleições legislativas de 24 de março.

Lusa /
Mette Frederiksen. Primeira-ministra em funções da Dinamarca, mandatada para tentar formar governo Foto: Emil Helms - Reuters

A primeira tentativa foi liderada pela própria Frederiksen, que não conseguiu chegar a um acordo após 45 dias, e a segunda pelo líder do Partido Liberal, Troels Lund Poulsen, que também não conseguiu levar por diante o seu projeto de formar um governo de direita em minoria.

Em ambos os casos, foi o partido centrista Os Moderados, que detém os votos decisivos, que forçou uma nova ronda de contactos para tentar formar um executivo com forças de ambos os lados do espetro parlamentar, embora o seu líder, Lars Løkke Rasmussen, tenha agora insinuado que aceitaria integrar um governo de centro-esquerda.

"Os partidos que representam a maioria no parlamento recomendaram a nomeação da primeira-ministra Mette Frederiksen para conduzir as negociações com vista à formação de um governo", declarou o palácio real em comunicado.

"Penso que os dinamarqueses merecem que se forme um Governo", afirmou, por sua vez, Frederiksen, após receber o mandato de Federico X, acrescentando que a partir de domingo começará a negociar de forma intensa com o Partido Socialista Popular, Os Moderados e o Partido Liberal Radical.

Essas quatro forças políticas somam 82 dos 179 assentos do Parlamento, embora contem com o apoio de duas formações de esquerda, o que lhes daria uma maioria sólida.

O panorama político complexo e fragmentado, com até 12 partidos com representação parlamentar, e o facto de nenhum bloco político ter maioria fizeram com que a Dinamarca batesse o recorde de dias de negociação para a formação de governo que remontava a 2022.

O Partido Social-Democrata foi o mais votado, com 21,9%, embora tenha obtido o pior resultado num século, tendo ficado à frente do Partido Socialista Popular (11,5%) e do Partido Liberal (10,2%).

Após um primeiro mandato a governar em minoria com o apoio do resto do bloco de esquerda, Frederiksen liderou, entre 2022 e 2026, um Governo com o Partido Liberal e Os Moderados, uma fórmula inédita na política dinamarquesa, mas que agora não conta com o apoio parlamentar necessário.

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