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Primeiro-ministro vietnamita visita Rússia para assinar acordos energéticos

Primeiro-ministro vietnamita visita Rússia para assinar acordos energéticos

O primeiro-ministro do Vietname, Pham Minh Chinh, inicia a agenda oficial de uma visita de três dias à Rússia, durante a qual se prevê a assinatura de um acordo no setor do petróleo e do gás.

Lusa /
Athit Perawongmetha - Pool via Reuters

O líder vietnamita, que chegou a Moscovo no domingo à tarde, deverá ainda assinar acordos em outros domínios, como a energia nuclear, desenvolvimento de infraestruturas, ciência, tecnologia, educação e cultura, segundo o comunicado publicado no portal do Governo.

O ataque dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão e a resposta do país persa provocaram uma forte subida no preço do petróleo e do gás, em parte devido às preocupações com o abastecimento proveniente da região, que em grande parte transita pelo estratégico estreito de Ormuz.

O Vietname, um centro industrial emergente muito dependente do combustível proveniente do Médio Oriente e historicamente próximo de Moscovo, considera a Rússia "um parceiro estratégico para garantir a segurança energética do país", refere o comunicado.

"A cooperação em matéria de petróleo e gás será reforçada em todos os domínios: comércio, exploração, extração e formação de recursos humanos", salienta o texto oficial, que cita declarações do embaixador vietnamita em Moscovo antes da visita.

Pham Minh Chinh tem agendada para hoje uma reunião com o homólogo russo, Mikhail Mishustin, destinada a abordar "questões relativas ao comércio entre a Rússia e o Vietname", com foco na implementação de projetos conjuntos nos setores energéticos, segundo o The Moscow Times.

Hanói renovou, nos últimos anos, a aspiração de construir duas centrais nucleares, com o objetivo de reforçar a segurança energética, para o que conta com o apoio de Moscovo.

Na sequência do conflito no Médio Oriente e do golpe sofrido pelo setor energético, a Rússia, que enfrenta sanções internacionais contra o seu setor petrolífero e do gás devido à guerra na Ucrânia, tem-se erguido como alternativa para cobrir a procura, sobretudo na sequência da isenção temporária das sanções ao petróleo em trânsito por parte dos Estados Unidos.

Vários países do Sudeste Asiático, uma das regiões mais afetadas pelo encerramento do estreito de Ormuz, entre os quais a Tailândia, estão a negociar com Moscovo a possível compra de petróleo.

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