Província moçambicana de Manica vai ter mais quatro hospitais distritais

Província moçambicana de Manica vai ter mais quatro hospitais distritais

A província de Manica, centro de Moçambique, vai receber mais quatro hospitais distritais, depois de na quinta-feira o Presidente da República ter inaugurado em Machaze o maior do género no âmbito da iniciativa "Um distrito, um hospital".

Lusa /

"Na província de Manica deverão ser construídos mais quatro hospitais distritais até 2030, facto que vai gradualmente colocar unidades sanitárias de referência num número cada vez maior de distritos daquela região do país", explicou hoje fonte do Ministério da Saúde de Moçambique.

Na quinta-feira, o chefe de Estado, Filipe Nyusi, inaugurou o Hospital Distrital de Machaze, naquela província, o maior construído ao abrigo da iniciativa "Um distrito, um hospital", com 200 camas, serviços de medicina, pediatria, ginecologia e obstetrícia, cirurgia e ortopedia, além de maternidade, serviço de urgências e blocos operatórios, num investimento público de 383 milhões de meticais (5,6 milhões de euros).

Segundo o Ministério da Saúde, o Hospital Distrital de Machaze vai atender as necessidades de cerca de 148 mil habitantes daquele distrito e de áreas vizinhas, nomeadamente uma parte da população dos distritos de Mussorize e Chibabava, na província de Sofala, assim como do distrito de Massangena, na província de Gaza.

A província de Manica passou a contar com um total de 140 unidades sanitárias, cinco dos quais de nível distrital, designadamente em Barué, Gondola, Manica, Mossurize e Machaze, além do Hospital Provincial de Chimoio, que constitui a unidade sanitária de referência provincial.

Segundo o Ministério da Saúde, encontra-se em fase avançada de construção o Hospital Distrital de Sussundenga, "cuja entrada em funcionamento está prevista para o próximo ano".

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Ghebreyesus, saudou em julho, em Maputo, o programa governamental "Um distrito, um hospital", lançado em 2019, reconhecendo que são necessários investimentos na saúde no pós-pandemia.

"Concordamos que são necessários mais investimentos na saúde após a covid-19", declarou Tedros Ghebreyesus, aludindo ao encontro que manteve na ocasião com o Presidente moçambicano.

O encontro, disse, serviu para discutir o programa do Governo de Moçambique para implantar infraestruturas sanitárias de raiz, equipadas com serviços modernos para reduzir a transferência de doentes para um hospital de referência.

O diretor-geral da OMS explicou que o encontro com Filipe Nyusi permitiu analisar os "investimentos necessários" para a concretização do programa "Um distrito, um hospital", de "unidades básicas de saúde através da uma nova plataforma de investimentos de impacto" no setor da saúde em Moçambique.

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