Putin deixa cimeira do G20 onde foi alvo de críticas pela crise na Ucrânia

Putin deixa cimeira do G20 onde foi alvo de críticas pela crise na Ucrânia

Brisbane, Austrália, 16 nov (Lusa) -- O Presidente russo, Vladimir Putin, deixou hoje Brisbane, na Austrália, antes do final da cimeira do G20, na qual foi alvo de fortes críticas por causa da crise ucraniana.

Lusa /

O avião que transportava Putin descolou de Brisbane pelas 14:15 (04:15 em Lisboa) antes da publicação do comunicado final do G20, segundo imagens transmitidas pelos organizadores do G20 e citadas pela AFP.

A cimeira do G20 foi dominada pelas fortes tensões entre os países ocidentais e a Rússia, bastante criticada pela Austrália, Reino Unido e Canadá pelo seu papel na crise ucraniana.

Os dirigentes dos países anglo-saxónicos acusaram Moscovo de ser uma "ameaça para o mundo", e de procurar restaurar "a glória perdida do czarismo ou da antiga União Soviética".

Por sua vez, Putin destacou o ambiente e discussões "construtivas" no âmbito da cimeira, mesmo se "alguns pontos de vista" da Rússia "não coincidam" com os dos restantes países do G20.

Por outro lado, o Presidente russo advertiu que a imposição de sanções "prejudica todas as partes", respondendo assim às críticas pela intervenção russa na Ucrânia e a eventuais novas sanções da União Europeia e Reino Unido.

O Presidente russo afirmou que a Rússia fará todo o possível para evitar uma escalada de tensão e melhorar a situação no leste da Ucrânia e mostrou-se otimista, ao assegurar que "se veem tendências, condições e progressos prometedores".

"Creio que a situação vai melhorar", disse o Presidente russo numa conferência de imprensa difundida pelos órgãos de comunicação russos.

Putin sublinhou que o conflito não foi abordado nas discussões do grupo, que estiveram centradas no crescimento económico, mas sim em reuniões bilaterais.

"A Rússia tem os seus motivos e eles expressaram-me as suas preocupações", indicou o Presidente russo, que referiu que a sua prioridade são os interesses das pessoas que vivem na zona de conflito.

Putin criticou a decisão do governo ucraniano de introduzir várias medidas de bloqueio económico em relação às regiões separatistas de Donetsk e Lugansk.

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