Mundo
Putin promete manter influência após 2008 e afirma confiança no futuro
Vladimir Putin prometeu hoje aos russos manter alguma influência depois de deixar a presidência, em 2008, e manifestou-se confiante quanto ao futuro da Rússia, numa conferência com os cidadãos de todo o país transmitida em directo pela televisão.
Na longa sucessão de perguntas e respostas, em duas horas de transmissão televisiva, o Presidente russo falou também das tensões com países vizinhos como a Geórgia e a Ucrânia, assegurando que Moscovo não quer aumentar o seu território e admitindo que quer ver prolongado o acordo para o estacionamento da frota russa na Ucrânia.
Quanto aos polémicos assassínios, nas últimas semanas, de um destacado responsável do Banco Central e de uma jornalista crítica do regime, Vladimir Putin afirmou a importância de pôr termo aos assassínios contratados e de julgar aqueles que os cometem.
"A Constituição não me permite um terceiro mandato, apesar de eu gostar muito do meu trabalho. Mas, mesmo perdendo os poderes presidenciais, espero manter o essencial: a vossa confiança. Através dela, podemos influenciar juntos a vida no nosso país", disse Putin, acerca do final do seu segundo mandato, em 2008.
Putin, que goza de grande popularidade entre os russos, está constitucionalmente impedido de se candidatar a um terceiro mandato presidencial consecutivo, mas muitos dos seus apoiantes e alguns grupos regionais já propuseram uma emenda à constituição que lhe permita manter-se no poder.
A uma telespectadora dos Urais que lhe perguntou como vai ser o futuro da Rússia, Vladimir Putin disse que "tudo vai correr bem".
"A Rússia está a atravessar mais uma etapa do seu desenvolvimento (em que) o fundamental é reduzir as diferenças entre os mais ricos e os mais pobres", sublinhou.
Quanto à Geórgia, com a qual Moscovo protagonizou no mês passado um incidente diplomático, Putin assegurou que, ao contrário do que é dito por alguns dirigentes georgianos, "a Rússia não aspira a aumentar" o seu território e, portanto, não pretende integrar as regiões separatistas da Abkházia e da Ossétia do Sul, ambas na Geórgia.
"Mesmo depois da desagregação da União Soviética, a Rússia continua a ser o maior país do mundo em superfície", disse Putin, afirmando que o território actual "é suficiente" para os russos.
Em relação à Ucrânia, o Presidente russo manifestou a vontade de conseguir "um prolongamento" do acordo sobre o estacionamento na Crimeia (Ucrânia) da frota russa do Mar Negro, acordo que expira em 2017, para "proteger (Kiev) da ingerência" estrangeira.
"A Rússia está disposta a negociar o prolongamento do prazo do estacionamento da nossa frota" na Ucrânia, disse, também em resposta à questão de um cidadão.
"Em caso de necessidade e se o povo ucraniano e os dirigentes ucranianos o pedirem, a Rússia pode garantir a não-ingerência nos assuntos internos da Ucrânia e asseguro-vos que a presença da frota russa não será demais", disse.
Quanto aos polémicos assassínios, nas últimas semanas, de um destacado responsável do Banco Central e de uma jornalista crítica do regime, Vladimir Putin afirmou a importância de pôr termo aos assassínios contratados e de julgar aqueles que os cometem.
"A Constituição não me permite um terceiro mandato, apesar de eu gostar muito do meu trabalho. Mas, mesmo perdendo os poderes presidenciais, espero manter o essencial: a vossa confiança. Através dela, podemos influenciar juntos a vida no nosso país", disse Putin, acerca do final do seu segundo mandato, em 2008.
Putin, que goza de grande popularidade entre os russos, está constitucionalmente impedido de se candidatar a um terceiro mandato presidencial consecutivo, mas muitos dos seus apoiantes e alguns grupos regionais já propuseram uma emenda à constituição que lhe permita manter-se no poder.
A uma telespectadora dos Urais que lhe perguntou como vai ser o futuro da Rússia, Vladimir Putin disse que "tudo vai correr bem".
"A Rússia está a atravessar mais uma etapa do seu desenvolvimento (em que) o fundamental é reduzir as diferenças entre os mais ricos e os mais pobres", sublinhou.
Quanto à Geórgia, com a qual Moscovo protagonizou no mês passado um incidente diplomático, Putin assegurou que, ao contrário do que é dito por alguns dirigentes georgianos, "a Rússia não aspira a aumentar" o seu território e, portanto, não pretende integrar as regiões separatistas da Abkházia e da Ossétia do Sul, ambas na Geórgia.
"Mesmo depois da desagregação da União Soviética, a Rússia continua a ser o maior país do mundo em superfície", disse Putin, afirmando que o território actual "é suficiente" para os russos.
Em relação à Ucrânia, o Presidente russo manifestou a vontade de conseguir "um prolongamento" do acordo sobre o estacionamento na Crimeia (Ucrânia) da frota russa do Mar Negro, acordo que expira em 2017, para "proteger (Kiev) da ingerência" estrangeira.
"A Rússia está disposta a negociar o prolongamento do prazo do estacionamento da nossa frota" na Ucrânia, disse, também em resposta à questão de um cidadão.
"Em caso de necessidade e se o povo ucraniano e os dirigentes ucranianos o pedirem, a Rússia pode garantir a não-ingerência nos assuntos internos da Ucrânia e asseguro-vos que a presença da frota russa não será demais", disse.